ENSINO


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O professor é um personagem massacrado por todos os lados. Sobre os seus ombros são depositadas todas as culpas pela má qualidade da educação. Muitas universidades e pesquisadores acusam o professor de estar despreparado para o ofício, mas se esquecem serem eles os formadores desse profissional que julgam desqualificado. Uma parcela significativa de pais sequer sabe o ano e a classe que os filhos estudam e, muito raramente,comparece a uma reunião de pais e mestres, mesmo sendo convidados inúmeras vezes. O governo, no caso de São Paulo, impõe uma série de cobranças sobre o professor, burocratizando ainda mais o seu trabalho em sala de aula. Além disso, superlota as salas de aula, mesmo havendo espaço e profissionais para promover um número menor de alunos por sala. Os professores são obrigados a executar um currículo e utilizar materiais incapazes de atrair o interesse nos alunos, e que foram elaborados por burocratas e pesquisadores que sequer possuem vivência de sala de aula. Os professores são proibidos de comer a merenda escolar, mesmo quando as jornadas extenuantes os impede de almoçar em suas casas. Quando há sobras de merenda, as mesmas devem ser jogadas no lixo, jamais podendo ser servidas ao professor. Toda essa cobrança vem desacompanhada de melhorias nas condições de trabalho e de salário. Afinal, serão completados quatro anos em que sequer houve a reposição salarial devido às perdas provocadas pela inflação, ou seja, o salário do professor é exatamente o mesmo pago há quatro anos. Esta é a situação. Leia em http://www.gcn.net.br /noticias/359063/opiniao/2017/08/para-onde-vai-o-ensino-no-brasil
Darsio Batista
Franca - SP
 
 
 

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