História e memória


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O estudo da história auxilia na compreensão do papel da humanidade através dos tempos. Para o gênio espanhol Miguel de Cervantes, a disciplina é testemunha do passado, exemplo do presente e advertência do futuro. Quando estudamos história, nos deparamos com o que os homens fizeram e isso nos ajuda a entender o que somos e o que devemos fazer. Deve ser usada, portanto, como um instrumento de conscientização para a tarefa da construção de um mundo melhor.
 
Para os jovens, que muitas vezes se antipatizavam com métodos antiquados de memorização de datas e fatos históricos, a matéria - com novas metodologias de ensino - é de fundamental importância por desenvolver neles o espírito crítico. Constrói-se história com a pergunta “por que” e as respostas originadas a partir dela vão gerando novos porquês. E assim o conhecimento vai sendo formado. Ao inserir a história local por meio do estudo cotidiano, as novas linhas historiográficas permitiram a aproximação do aluno com a realidade que o cerca, contribuindo com sua formação para vida e valorizando as diversas culturas da comunidade.
 
Em seu papel de instituição filantrópica que se preocupa com a formação integral do jovem visando à inserção no mercado de trabalho, o CIEE promove gratuitamente, todos os anos, desde 2004, o Curso de História de São Paulo. A cada ano, um tema pertinente é anunciado e os maiores especialistas - professores de diferentes universidades e campos de atuação — convidados para dar uma aula no Teatro CIEE, em São Paulo. Neste ano, o tema é São Paulo das Letras e Artes e vai versar sobre o universo do patrimônio artístico da cidade, como o barroco nas igrejas paulistanas; a semana de 1922 e seu significado como marco da estética modernista no Brasil; a música colonial e o cinema, entre outros. Ao todo, são dez aulas, sempre às quintas-feiras pela manhã.
 
Promovido pelo CIEE, o curso tem a coordenação da historiadora Ana Maria Camargo, da USP (Universidade de São Paulo), e trabalha assuntos que não são usualmente vistos nos cursos de história nas universidades. Por tratar-se de uma ciência humana, a matéria dialoga com diversas áreas como a literatura, filosofia, sociologia, geografia, arquitetura, direito, antropologia, política, entre outros, o que faz com que o curso seja ainda mais rico para a construção da memória da cidade.
 
Luiz Gonzaga Bertelli 
Presidente Executivo do CIEE, da Academia Paulista de História e diretor da Fiesp
 

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