O problema é de gestão


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INEFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA JOGOU A ECONOMIA BRASILEIRA NO BURACO
Embora alguns números estejam apresentando ligeira melhora, como a inflação que chega a 3,5% em doze meses e a tímida recuperação do emprego, a economia brasileira ainda anda mal. As reformas da Previdência (cuja aprovação ainda “patina” no Congresso Nacional) e a Trabalhista (já sancionada e em vigor, depois de aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado) sozinhas não serão capazes de fazer o País retomar o crescimento da economia. Muita coisa precisará ser feita para a plena retomada da produção pela indústria, o que levará à recuperação dos mais de 10 milhões de empregos perdido nos últimos oito anos. Se o governo não sofrer um choque de gestão, utilizando com responsabilidade os cofres públicos, muito lentamente sairemos desta situação.
 
Nos últimos tempos, as fórmulas encontradas pelo governo para buscar o crescimento, sempre foram estimular o consumo com desonerações de impostos e aumentar impostos e tarifas para cobrir o rombo deixado. A redução dos gastos, adequando as despesas ao orçamento (coisa que qualquer dona de casa pratica no dia-a-dia) não passa pela cabeça de quem dirige os destinos do Brasil. A política do “troca-troca” — onde apoios são “trocados” por cargos comissionados e liberação indiscriminada de verbas públicas para o cumprimento de emendas parlamentares — é uma prática nociva, que já deveria ter sido extirpada de cima a baixo (do Palácio do Planalto aos municípios). Deputados e senadores criam cada vez mais gastos (desta vez é o famigerado fundo eleitoral de R$ 3,6 milhões), sem abrir mão de seus benefícios e vantagens que não encontram paralelos em qualquer outro país.
 
Nunca se buscou modificar o que aí está sem prejuízo aos direitos de quem trabalha anos a fio, contribui e espera ser amparado quando mais precisa, ou seja, quando já não tem mais condições de manter o ritmo normal de vida. Em nosso País não há qualquer preocupação com o bem-estar daqueles que mais precisam. Prova disso é o descaso com que a Saúde e a Educação públicas são encaradas. Se os cofres públicos forem tratados com responsabilidade, inclusive com o fim de benefícios de administradores e legisladores eleitos pelo voto, há solução. Com tanto dinheiro escorrendo pelo ralo da corrupção, que superfatura obras e trava os investimentos, não há qualquer iniciativa que busque reforçar os cofres sem cobrar sacrifícios maiores daqueles que já são tão exigidos. Vai ser necessário grande espírito cívico e altruísmo para que a maioria não pague pelas mordomias de uma minoria que aumenta os próprios salários em patamares elevados, sem se preocupar com a situação do próprio país. Será que nossos legisladores estão interessados nisso?

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