Portador de deficiência pede fiscalização em atendimentos


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Outra reclamação de Fernando é que, durante o ano, existiria a falta de materiais necessários para o uso dos pacientes
Outra reclamação de Fernando é que, durante o ano, existiria a falta de materiais necessários para o uso dos pacientes
A tribuna livre desta manhã de terça-feira (22) foi usada por Fernando Henrique da Silva Cândido, portador de deficiência, para reclamações do atendimento médico e da estrutura para os pacientes.
 
Segundo ele, o NGA está realizando mudanças no seu quadro de atendimento que atrapalham o tratamento dos pacientes. "Nós sofremos mutilações no corpo e psicologicamente, o atendimento que temos por parte dos médicos é um descaso. Agora, eles tiraram a melhor enfermeira que tinha, pois apesar de não ser especialista, tratava os pacientes bem e com muito cuidado. A nossa situação precisa de atenção e cuidado, quando eles colocam enfermeiras que não têm experiência, acabam nos deixando vulneráveis."
 
Outra reclamação de Fernando é que, durante o ano, existiria a falta de materiais necessários para o uso dos pacientes. "Eu peço que verifiquem e fiscalizem para que não falte o material. Eu e mais 455 pacientes necessitamos de usar a bolsinha de colostomia e seriam 10 bolsas por mês e acabamos tendo que trocar apenas em longos intervalos. As enfermeiras tentam fazer o seu melhor dando um 'jeitinho brasileiro', mas não é o certo, queríamos mais cuidado com isso. Não é certo pegar de um paciente e por em outro. A culpa não é das enfermeiras por que elas fazem o melhor. Mas falta material e elas tentam dar um jeito."
 
O Pastor Palamoni (PSB) se manifestou dizendo que ele está representando um grupo de pacientes que merece atenção.
 
"Eles passam por humilhações e precisam de atenção. São 10 bolsas por paciente por mês, eles ainda precisam de uma carteirinha de portadores de deficiência que não é feita em Franca. Essa atenção precisa ser dada. Uma situação que ele me falou que sofreu em um banco, onde devido ao seu problema de saúde , ele sofreu uma humilhação ao necessitar fazer uso do banheiro. É preciso cuidado e um trabalho para diminuir essas situações de preconceito."
 
Fernando ainda relatou que, ao usar os serviços do Fórum, foi impedido de fazer uso do banheiro para acessibilidade. Segundo ele os funcionários não autorizaram sua utilização do banheiro, pois era apenas para cadeirantes. 
 
Os vereadores reforçaram que o banheiro exigido em todo espaço público por lei não é apenas para cadeirantes e sim para portadores de deficiência.
 
O presidente Marco Garcia (PPS) exigiu as autoridades que se manifestem. "Se for o caso, votaremos para diminuir o número de vereadores para o próximo mandato ou até mesmo o salário, desde que esse dinheiro seja voltado para a ajudar essa parte da população, que necessita de atenção. Sabemos que a prefeitura tem condições para ajudar. Não podemos deixar faltar o necessário para o bem estar deles. Precisamos eleger prioridades."
 
Para finalizar o popular ainda pediu atenção com os médicos que estão em falta. "Quando saímos da cirurgia precisamos de atendimento psicológico, não é fácil lidar com toda a situação e está em falta no sistema de saúde. Minha mulher precisou de ginecologista e também não tinha."
Ele ainda esclareceu que não são apenas reclamações e sim um pedido de atenção.
 
"Estou aqui para pedir atenção de vocês, esse para mim é o melhor quadro de vereadores que já assumiu essa Câmara e estamos vendo melhoras, minha missão aqui é pedir fiscalização e cuidado para nós ."
 
Os vereadores entraram em acordo para o aumento da fiscalização e da atenção ao caso. A Comissão de Saúde da Câmara se comprometeu a ir buscar respostas e soluções para as reclamações do popular.

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