O corretor de imóveis Marcos Aurelio Quirino usou a tribuna da Câmara nesta manhã para reclamar do excesso de multas em Franca. As afirmações, feitas sem dados, provocou discussão no plenário.
Quirino não apresentou números ou exemplos de abuso por parte do Pelotão de Trânsito. Fez acusações genéricas. "A Polícia Militar e a Prefeitura estão abusando. Na cidade tem indústria da multa, mas a segurança está um caos. Não adianta recorrer".
Quirino também reclamou do elevado número de redutores de velocidade nas ruas da cidade. "Franca vai virar a cidade das lombadas e não das três colinas".
Policial militar da reserva, o vereador Della Motta (Podemos) rebateu o comentário. "No ano passado, os acidentes de trânsito mataram 28 pessoas. É melhor o jovem chegar em casa com uma infração do que dentro do caixão. A fiscalização é necessária. A multa irregular pode ser contestada".
A dura resposta de Della Motta provocou discussão com o cidadão e o presidente da Câmara, Marco Garcia, interviu para acalmar os ânimos. Adérmis Marini (PSDB) citou exemplo próprio para contestar as afirmações de Quirino. "No ano passado, eu levei três multas por estar falando ao celular, mas não recorri, pois estava errado. A PM tem que autuar mesmo. Se tiver abuso, vamos fiscalizar".
Corrêa Neves Júnior (PSD) também defendeu a fiscalização. "Nunca vi inocente reclamar, só o infrator acha ruim. Não tem como fazer milagre. Ou fiscaliza ou não se contém os abusos no trânsito. O preço da omissão é o aumento do número de acidentes e de vítimas. Para viver em sociedade, todos nós temos que ceder um pouco e fazer a nossa parte".
Marco Garcia disse que há abusos, sim, mas por parte dos condutores. "A irresponsabilidade no trânsito é muito grande, principalmente, por parte dos motoqueiros".
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