A caridade até como terapia


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Muitas pessoas, depois de se aposentarem, caso não arranjem outra atividade, acabam se entregando à bebida em bares, exatamente por não terem uma ocupação. Além dessa situação, há também aqueles que, por uma tristeza qualquer, começam a perder a alegria de viver e chegam a entrar em depressão. Nesses casos, uma das melhores e mais eficazes terapias é mesmo a caridade. Mas, não aquela de apenas enfiar a mão no bolso e sair distribuindo algumas coisas, mas participar ativamente de algum grupo ou entidade, como estar visitando e ajudando de alguma forma em creches, asilos ou mesmo pastorais de diferentes igrejas. Sei de alguns casos de situações de desespero, que a família só conseguiu superar a tristeza dedicando a maior parte de seu tempo a esse tipo de ocupação. Existem muitas e variadas oportunidades de ajudar a quem precisa, fazendo, com prazer, alguma coisa que você aprecia. Tem os que se sentem melhor cuidando de crianças numa creche, outros preferem visitar e levar um pouco de alegria a idosos que vivem em lares ou asilos, e que muitas vezes não recebem uma visita de parentes, que simplesmente os depositaram e abandonaram, e justamente isso é o que eles mais reclamam. Visite alguém que está doente numa cama de hospital, seja ela uma criança ou um idoso. Você vai ver que os seus problemas vão ficando cada vez menores. Fazendo isso, você nem vai se lembrar das coisas que antes pareciam tão grandes e preocupantes. Basta colocar em prática as palavras de André Luís: “Quem vive para enxugar lágrimas alheias, não tem  tempo de chorar”! 

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