Apresentado como garantia do abastecimento de água em Franca pelos próximos 30 anos, o novo sistema de captação do rio Sapucaí-Mirim, construído por meio de um investimento milionário, convive com atrasos e protestos. Ontem, nova manifestação foi feita por funcionários que reclamam da falta de pagamento por parte das empreiteiras. A obra, cujo custo inicial foi estimado em cerca de R$ 100 milhões, já deveria ter sido entregue à população no começo deste ano. Não há previsão de entrega, embora os serviços aparentam estar na reta final.
Prevista para começar em outubro de 2012, com prazo de 52 meses para conclusão, as obras só iniciaram em março de 2013. A empresa Sapucaí Mirim foi contratada pela Sabesp e terceirizou serviços para empreiteiras. Manifestações e greves de funcionários se tornaram frequentes por falta de pagamento. Em 2015, a Justiça chegou a declarar o arresto de equipamentos em garantia de cobrança do que uma construtora devia. Foi feita a apreensão de um caminhão prancha e uma escavadeira hidráulica, avaliados em cerca de R$ 350 mil.
Ontem, foi a vez de 12 funcionários da empresa de razão social Marcelo dos Santos protestarem. Eles realizavam serviços de alvenaria e foram demitidos no mês passado. Reclamam que não receberam pagamentos que somariam R$ 57 mil.
O responsável pela empresa afirmou que não fez o pagamento, pois não recebeu da Sapucaí Mirim. Já a Sapucaí afirma que não depositou o dinheiro porque não está recebendo os repasses que deveriam ter sido feitos pela Caixa Econômica Federal.
A Sabesp afirmou que não interfere nas questões trabalhistas envolvendo empresas terceirizadas e suas subcontratadas. Disse também que os pagamentos só são feitos após a conclusão do serviço contratado.
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