Pedagogos, psicólogos, educadores, estudiosos do comportamento humano, depois de demorados estudos, concluíram que as crianças precisam brincar mais. Jogar bola, queimada, subir em árvores, brincar de pique-esconde, de boneca, pião, bolinha de gude, afinal, aquelas mesmas brincadeiras do nosso tempo de infância. Obviamente que a realidade atual contraria a proposta. Visando à segurança dos filhos, os pais preferem, hoje, que eles fiquem trancados em casa.
Mas, consoante as recomendações dos entendidos, conclui-se que temos mesmo de limitar, principalmente, o uso da tecnologia da comunicação por parte das crianças, quanto mais cedo, para que não se tornem escravas do celular, do computador, do tablet, dos videogames, enfim, da moderna parafernália tão útil quanto nociva. Tal limitação teria a finalidade de conectar as crianças e os jovens ao mundo da realidade natural, da qual podem estar desviados por força da atração psíquica fortemente exercida pelo mundo virtual.
Dissemos “podem estar”, porquanto, não ousamos afirmar que já exista uma relação absoluta entre a falta das citadas brincadeiras e a alienação. Porém, ao nos informar que a época da infância é a mais naturalmente propícia para o espírito reencarnado receber orientação de seus novos pais e educadores, a Doutrina Espírita nos alerta para o cuidado que precisamos ter na orientação às mentes infantis. Que recebam as crianças ensinamento sério, especialmente bons exemplos, em clima lúdico saudável a lhes garantir equilíbrio psíquico e emocional.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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