Vereador é condenado por espancar e torturar a ex-mulher


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Na última segunda-feira, 13, o vereador Guilherme Prócida (PSDB) foi condenado a 3 meses e 18 dias de prisão. A esposa do político o denunciou por agredi-la com socos na cabeça, arrastá-la pela escada e por tê-la obrigado a comer a raiz de uma planta. O caso aconteceu em Mongaguá, no litoral de São Paulo.

Segundo o site Metrópoles, a mulher já sofria agressões desde 2011, mas ao descobrir que o marido tinha uma amante e contar que sabia da relação extraconjugal de Guilherme, a ex-esposa foi agredida. O político ameaçou a ex-mulher com e-mails que dizia “Cuidado, você pode amanhecer boiando em um rio”.

Guilherme é filho do prefeito da cidade, Artur Parada Prócida (PSDB), de acordo com o advogado do agressor, Eugênio Malavasi, o psdbista é inocente e recorrerá da sentença. Em nota o advogado publicou o seguinte comunicado:

Nesta manhã, nosso cliente, Guilherme D’Ávila Procida, foi surpreendido com a divulgação, pela imprensa, de que teria praticado ato de violência doméstica, o que não é verdade. Injustamente acusado por pessoa a serviço de interesses políticos impublicáveis, as inverídicas declarações prestadas à imprensa visam a denegrir a honra e a imagem de um homem público que é conhecido pelo trabalho, pelo espírito agregador e que jamais praticou qualquer ato que pudesse macular sua história familiar ou política.

A decisão que tem sido objeto de veiculação, mesmo estando sob manto do segredo de justiça, partiu de premissa equivocada, que não encontra respaldo nas provas dos autos, nem tampouco na manifestação do próprio Ministério Público, que não se convenceu da existência dos fatos tal como imputados pela pessoa a quem aproveita a execração pública de um homem de bem.

Firmemente convictos da inocência de nosso cliente, ao que se soma a certeza de que caberá à verdadeira e imparcial Justiça pronunciá-la, recorreremos, e também responsabilizaremos todos os que, contrariando a lei, fizeram divulgar versões maliciosamente deturpadas de fatos de família, que são sempre sigilosos, pois envolvem honra e a intimidade de pessoas.

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