Polícia conclui que houve omissão em morte de advogada


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A advogada aposentada Maria José Alves de Almeida, morta após ataque de cobra, e seu marido Nilton Messias de Almeida
A advogada aposentada Maria José Alves de Almeida, morta após ataque de cobra, e seu marido Nilton Messias de Almeida
A Polícia Civil encerrou o inquérito sobre a morte da advogada aposentada Maria José Alves de Almeida, 69. Ela morreu em novembro de 2016, dias depois de ser picada por uma cobra jararaca e passar por quatro unidades de saúde da cidade. Duas delas, a Santa Casa e o Hospital do Coração, responderão por omissão de socorro.
 
Para o delegado Luís Carlos da Silva, não há dúvidas de que os hospitais negaram atendimento à vítima. “Na Santa Casa, o médico alegou que não havia vagas e condições técnicas para atendimento. Ela também não recebeu o antídoto no Hospital do Coração. Isso sem dúvidas contribuiu para que o caso tivesse esse triste desfecho”, disse.
 
A Santa Casa não atendeu as ligações nem respondeu as perguntas feitas pela reportagem sobre o caso. Na ocasião da morte, o hospital responsabilizou o marido de Maria José, o juiz aposentado Nilton Messias de Almeida. “O acompanhante optou por buscar atendimento na Santa Casa, tendo sido orientado a procurar o Hospital do Coração. Ali, limitou-se a perguntar na recepção se o soro havia chegado.”
 

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