A que ponto chegaremos?


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RACISMO AINDA CAUSA VÍTIMAS NOS EUA,SOB OLHOS COMPLACENTES DE TRUMP
Os acontecimentos das últimas semanas mostraram o que a intolerância pode causar. Além dos confrontos violentos registrados no sábado, 12, em Charlottesville (Virgínia, nos EUA) e os ataques suicidas no Oriente Médio são alguns dos que vêm ocorrendo no mundo. A intolerância religiosa de grupos como o Estado Islâmico (no Oriente Médio) e Boko Haram (na África) movimentam conflitos armados que causam êxodo onde ocorrem, além de uma matança infernal que não pode ser tolerada. Os confrontos raciais de Charlottesville, que provocaram a morte de uma mulher (contando com a complacência do presidente Donald Trump, eleito de forma torta, defendendo uma supremacia branca que não cabe mais em discursos políticos de hoje) repetem movimentos parecidos em pontos da Europa.
 
As lições da história da humanidade ainda não foram assimiladas. Basta ver as perseguições aos primeiros cristãos, que deixaram mortos e mártires, ou as cruzadas, na Idade Média, que opuseram cristãos e muçulmanos. Mas a maior delas, que deveria ser sempre lembrada, servindo de alerta, ocorreu na década de 40 do século passado, quando os nacionalistas alemães empreenderam um verdadeiro genocídio contra os judeus. A Segunda Guerra Mundial terminou com a morte de milhões nos campos de concentração da Alemanha de Hitler. Não há ideologia capaz de explicar a morte de pessoas só por pertencerem a uma raça, no caso judeus que foram detidos em diversos pontos da Europa conforme a dominação nazista se expandia. Não há nada que possa justificar a morte de qualquer ser humano. Nem ideologias políticas, religiosas ou de gênero. Vemos atualmente o caos tomar conta por causa de um fanatismo odioso e repugnante. E no meio de tudo, cidadãos que nada têm a ver com qualquer ameaça a qualquer das partes empreendem um êxodo a p
aíses vizinhos, ao mesmo tempo em que estrangeiros são capturados e degolados diante das câmeras de TV.
 
O sonho de uma paz duradoura ainda está distante — aliás, como sempre esteve em toda a história da humanidade. Nem as mensagens de paz deixadas por Cristo e pelos mártires e profetas do cristianismo; por Maomé, por Buda ou por qualquer outra denominação de divindade são capazes de clamar pela consciência daqueles que tumultuam qualquer tentativa de paz com a guerra. A violência, em todas as suas vertentes, inclusive a urbana, que ceifa vidas — e a nossa História já mostrou isso — é o caminho oposto do que todos nós almejamos. As agressões, partam de onde partirem, só servem para exacerbar os ânimos e atravancar a Humanidade em sua busca pela paz que, embora ainda seja possível, está ficando cada vez mais difícil.
 

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