Moradores de rua incomodam vizinhos do Abrigo Provisório


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Moradores de rua usam a calçada do Abrigo Provisório para dormir: vizinhos reclamam
Moradores de rua usam a calçada do Abrigo Provisório para dormir: vizinhos reclamam
Com 80 vagas, sendo 65 delas reservadas para homens e as outras 15 para mulheres, o espaço do Abrigo Provisório não tem sido suficiente para acolher os moradores de rua da cidade. Além disso, há muitos sem-teto que não querem se submeter às regras de comportamento do local, que não permite o acesso de pessoas embriagadas nem sob o efeito de outras drogas, e desistem de ficar na moradia provisória. Esses moradores de rua acabam por ficar nas redondezas do Abrigo e têm levado preocupação aos moradores daquela região da Vila Gosuen até a Vila Monteiro, onde funciona o Centro Pop.
 
“Convivemos com o mau cheiro, lixo, restos de comida, colchões espalhados por toda parte. Nem na calçada conseguimos passar. Se entramos em um estabelecimento vem alguém pedir dinheiro e se não damos ainda brigam. Precisamos de uma ação mais efetiva da Prefeitura para solucionar o problema”, disse uma moradora da Vila Gosuen, que preferiu não se identificar. 
 
No Parque Moema, próximo à avenida Orlando Dompieri e que fica no meio da caminho entre o Centro Pop e o Abrigo, uma extensa área municipal tem sido utilizada por aproximadamente 20 moradores. No espaço, além de um vestiário, eles montaram barracas e ali comem, dormem e fazem suas necessidades. 
 
“Eles fazem comida no local, fizeram um varal para estender as roupas, tem colchão espalhado, muito lixo e alguns cachorros. O uso de drogas é explícito e em qualquer horário, manhã, tarde e noite. O número de pedintes aumentou muito no último mês, quando o frio ficou mais intenso e é complicado. Sentimos medo e receio até de deixar nossas casas sozinhas ou chegar tarde”, disse uma moradora, de 44 anos, que também pediu para não ser identificada.
 
 
Prefeitura: regra dificulta ocupação 
“Tanto no Centro Pop, como no Abrigo Provisório, existem regras e disciplina básica para uma boa convivência, e muitos não aceitam essas normas. Não é permitido o acesso de pessoas embriagadas nem sob o efeito de outras drogas, apesar das ofertas de assistência que, na maioria dos casos, eles não aceitam”, justificou, em nota, a Prefeitura. 
 
A administração informou que tem se deparado com moradores de ruas instalados em áreas públicas com frequência e atuado na mesma medida. Em operação conjunta com a Ação Social e Guarda Civil, semanas atrás, os moradores que estavam no Parque Moema foram removidos do local, além de ser feita uma limpeza geral nas instalações pela Secretaria de Serviço. “A situação relatada será novamente avaliada em visita ao local para as providências cabíveis.”

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