Uma verdadeira vergonha nacional


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DESTINOS DO PAÍS CONTINUAM NAS MÃOS DE QUEM NÃO SE PREOCUPA
A situação do Brasil ainda é péssima. Os índices econômicos, em sua maior parte, continuam deteriorados. A inflação, que chegou a cair abaixo do mínimo da meta, volta a subir, enquanto o desemprego ainda mantém 13,5 milhões sem carteira assinada e a atividade econômica conrinua estagnada, com pequenas oscilações nos últimos meses. Enquanto isso, no Congresso Nacional, discutem-se matérias que só comprometem os cofres públicos. A questão lembra o episódio que mudou nosso sistema de governo: em uma situação de crise, em 9 de novembro de 1889, na Ilha Fiscal, Rio, houve luxuoso baile em homenagem aos tripulantes do navio chileno Almirante Cochrane. Ali se gastou 10% do orçamento anual da província do Rio. Seis dias depois, caiu o imperador e veio a República. É o que vemos hoje com a sanha gastadora dos que nos governam.
 
Atualmente, mesmo diante de uma situação-limite, com endividamento gigantesco e poucas perspectivas de conseguir recuperar a atividade econômica só com as reformas trabalhista e da previdência, o governo de Michel Temer (PMDB) enfrenta um buraco de R$ 139 bilhões; não sabe onde buscar mais R$ 20 bilhões para chegar até o fim do ano; e a Câmara destina R$ 3,6 bilhões de dinheiro público para pagar a campanha eleitoral, sem qualquer discussão com o maior interessado: contribuinte brasileiro, que não suporta uma carga de impostos pesadíssima que não lhe dá um retorno no mínimo satisfatório. Basta lembrar que a este valor se juntam o Fundo Partidário e o horário gratuito, acrescentando cerca de R$ 2 bilhões nesta conta. Além disso, o Senado se prepara para trocar os carros dos seus membros: vai comprar 83 Nissan Sentra, zero quilômetro pagando com o nosso dinheiro.
 
Há outro fato que deixam bem clara a situação do Brasil: o Rio de Janeiro não paga o salário dos servidores há três meses, mas o governador Pezão licita o aluguel de um jatinho para seu uso, gastando R$ 2,5 milhões por ano. Enquanto isso, o funcionalismo fluminense está dependendo de doações de alimentos para sobreviver. Muitos já estão individados até o pescoço e o governador ainda tenta justificar gastos que não cabem a um Estado quebrado. O problema é que nossa classe política faz ouvidos moucos aos graves problemas enfrentados por aqueles que lhes deram o mandato. Eles não se preocupam com os milhões de desempregados, a situação de penúria que vive o setor produtivo e a indigência que atinge servidores do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, por exemplo. Defendem os seus próprios bolsos (e traseiros) e não estão percebendo que o brasileiro está perdendo a paciência diante de situações como as relatadas acima. E pode muito bem mostrar-lhes tudo o que pensa nas eleições do ano que vem.

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