Cem participantes confinados em uma casa com estrutura mínima, passando fome, frio, brigando por papel higiênico e dormindo no chão, em busca de um prêmio que partia de R$ 1 milhão, mas que, ao longo da competição, iria diminuindo de acordo com os gastos do grupo. Se desde o início o reality "A Casa", da Record, já parecia um negócio arriscado, um mês e meio depois da estreia, ele se mostra cada vez mais um mau negócio.
Depois dos mais diversos perrengues, restam ainda 33 concorrentes no jogo -que deve terminar no início de setembro. Mas o prêmio diminui a olhos vistos: da bolada inicial, restam R$ 321.984. Nada comparável à premiação de outros realities de confinamento, como "Big Brother Brasil" (Globo), que deu neste ano R$ 1,5 milhão, e "A Fazenda", da própria Record, que em sua última edição premiou o vencedor com R$ 2 milhões.
A Record diz que o dinheiro para o campeão de "A Casa" ainda pode aumentar, de acordo com as provas vencidas pelos participantes. Mas também diminui conforme os gastos.
Muito sofrimento para pouco dinheiro? "E não exibiram nem 10% do que passamos lá", decreta Carol Neves, uma das eliminadas. A fisiculturista diz que a maior dificuldade foi a fome. "Sou atleta e tenho uma alimentação regrada, bem diferente do que acontecia lá. Perdi sete quilos em dez dias. Quando saí, comi compulsivamente", lembra. Carol ainda conta que teve participante que, no desespero, pegou restos de alimento do ralo.
Também eliminada, Monick Camargo lembra do drama. "Vi um amigo atrás de panela suja para pegar restos de comida."
O programa não tem sido tão positivo nem mesmo para a Record, que viu a audiência cair desde a estreia. Em 27 de junho, "A Casa" teve 8 pontos no Ibope. Desde então, os índices vêm oscilando em torno de 5 pontos. Procurada, na noite de sexta, a emissora não comentou.
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