Segundo o relato de Mateus, no capítulo 24 do seu Evangelho, Jesus disse aos seus discípulos: “quando ouvirdes falar de guerra, rumores de guerra, ainda não será o fim, mas o princípio do fim”. Vê-se, aí, uma imagem forte, usada pelo Mestre para referir-se ao momento cíclico que viveríamos no planeta. Não se trata do fim do mundo, mas o vulgarmente chamado fim dos tempos, isto é, fim de um determinado tempo, vencida a época de conturbação.
Quando preconizou que os justos herdarão o paraíso terrestre, estava anunciando que o nosso mundo será promovido, de expiação e provas à regeneração. Evidentemente que tal transição não se fará de um pulo, de uma hora para a outra, visto que ainda não aprendemos a usar o nosso sagrado livre-arbítrio com a sensatez das consciências evoluídas.
Daí que a transição moral haverá de ser paulatina, vagarosa, demandando muitas reencarnações nossas, na Terra, assim como de reencarnação de espíritos mais evoluídos, incumbidos de nos induzirem, caridosamente, a elevarmos o ambiente espiritual do planeta. Óbvio que tal transição não se fará sem dores, posto que nos exigirá substituição de valores e paradigmas, à feição de uma casa em reforma, que se acha em incômoda desordem, mas, com a sequência do trabalho inteligente, tudo se apresentará melhorado.
É o que ocorre com nosso planeta, onde tudo se parece fora do lugar. A aflição do espírito toma conta de todos. É que está em andamento a inevitável reforma anunciada por Jesus. É hora de aferição de valores. Por isso, “quem perseverar até o fim, será salvo”, enquanto os demais haverão de aguardar pela própria depuração.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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