O sujo ataca o mal lavado


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TENSÃO ENTRE EUA E COREIA ACENDE UM ALERTA PARA O nosso FUTURO 
Bem antes de completar um ano de governo, o presidente norte-americano Donald Trump já coloca o mundo em suspense diante dos últimos acontecimentos envolvendo a Coreia do Norte. O ditador norte-coreano Kim Jong Un, igualmente boquirroto, não tem deixado passar nenhuma oportunidade de atacar os EUA e seu presidente, ainda mais depois da descoberta de que o país já testou mísseis de longo alcance, com autonomia para atingir qualquer ponto do planeta. É uma situação delicada: de um lado, um presidente destemperado e beligerante; do outro, um ditador imaturo e que se considera muito mais capaz do que realmente é. No meio, ficamos nós, acompanhando o bate-boca e vendo o sujo atacar o mal lavado. O fim desta questão poderá ser bastante prejudicial para todos, pois a iminência de um conflito armado sem precedentes pode ocorrer se um dos principais personagens desta assustadora história resolver apertar um botão.
 
O presidente americano disse no começo da semana que responderia à Coreia do Norte com fogo e fúria caso o país decidisse atacar os Estados Unidos. As declarações foram dadas por Trump dois dias depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas anunciar sanções econômicas ao país presidido por Kim Jong Un. Em seguida, o governo norte-coreano anunciou que estava examinando um plano de ataque à Ilha de Guam, território norte-americano no Pacífico, a leste das Filipinas. Donald Trump recebeu críticas internamente e da comunidade internacional pelas declarações de terça-feira. O tom provocativo utilizado por ele foi classificado pela imprensa e analistas da diplomacia mundial como impulsiva e imponderada. Ontem em novas declarações, ele manteve a postura rígida direcionada a Pyongyang ao dizer que “talvez a expressão fogo e fúria (utilizada anteriormente) não tenha sido forte o suficiente”. Trump reafirmou que o país sofrerá uma derrota vergonhosa se “persistir em suas aventuras militares e pressões extremas”.
 
A falta de sutileza de Trump e Kim Jong Un justifica o medo de que uma decisão intempestiva coloque o mundo todo em perigo. Já não bastam as ameaças de extremistas religiosos que causam, em países do Oriente Médio e da África, um êxodo sem precedentes? Num momento em que se preza tanto a paz (que deixou de ser um discurso de candidatas a misses) não podemos admitir a possibilidade de uma guerra. É preciso que duas nações como EUA e Coreia do Norte, com um arsenal capaz de destruir o mundo todo, adotem a diplomacia e o diálogo para resolver os seus problemas. O restante da humanidade não tem que passar por um perigo desta natureza.
 

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