Acordo trava e sapateiro fica sem saber de aumento


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Sebastião Ronaldo, do Sindicato dos Sapateiros, disse que não deve pedir o dissídio para não atrapalhar acordos individuais
Sebastião Ronaldo, do Sindicato dos Sapateiros, disse que não deve pedir o dissídio para não atrapalhar acordos individuais
O impasse que ronda o reajuste salarial dos sapateiros, que representa perto de 22 mil empregados e é a maior categoria na cidade, chega ao 5º mês sem indício de definição. E, enquanto o Sindicato dos Sapateiros de Franca e o Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca) não entram em um acordo nem ingressam com o dissídio na Justiça para resolver a questão, muitos trabalhadores continuam sem saber se e quando terão um aumento salarial.
 
No início das negociações, ainda em janeiro, o Sindicato dos Sapateiros entregou ao Sindifranca uma pauta com 115 reivindicações para o acordo salarial de 2017. Entre os itens estavam, além de pedidos de reposição e aumento salarial, cláusulas sociais, como condições de trabalho e saúde dos empregados das fábricas. Com a data-base no dia 1º de março, os sindicatos realizaram diversas rodadas de negociação mas, até agora, não fecharam um acordo coletivo. Enquanto o Sindifranca orienta as empresas a aplicarem o reajuste da inflação, fixado em 4,69%, o Sindicato dos Sapateiros busca ao menos 7%. 
 
“Não conseguimos um acordo coletivo satisfatório. A orientação do Sindifranca é de pagar o índice da inflação, mas queremos chegar aos 7%. Para isso, partimos para os acordos individuais e estamos satisfeitos com o andamento”, disse o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo. Segundo ele, não existe previsão para que o Sindicato ingresse com o dissídio na Justiça em busca de um acordo coletivo. Atualmente o Sindicato representa trabalhadores de aproximadamente mil fábricas e indústrias de calçados. Se considerar o número de acordos individuais celebrados diariamente, que segundo o presidente do Sindicato gira em torno de 2 por dia, seriam necessários 20 meses para que todas as empresas sejam visitadas para os acordos. 
 
O Ministério Público do Trabalho informou que não estava ciente da situação, pois não recebeu nenhuma denúncia, mas que buscará informações e tomará as providências no momento oportuno.
 
 
 

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