Novo ataque aos nossos bolsos?


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GOVERNO ESTUDA AUMENTAR AINDA MAIS O IMPOSTO DE RENDA PARA COBRIR ROMBOS
Não adianta que tenhamos em nosso País uma das maiores e mais escorchantes cargas tributárias do mundo. Além disso, todo o dinheiro arrecadado é mal gasto e utilizado para irrigar bolsos ávidos para manter a corrupção ativa por aqui. Agora, o presidente Michel Temer (PMDB) anunciou que a área econômica de seu governo estuda elevar a alíquota do Imposto de Renda, hoje cobrada até de quem ganha pouco mais do que dois salários mínimos. É uma possibilidade que causou grande celeuma nos meios políticos, ontem, por causa da única saída que o governo encontra para cobrir a sua própria incompetência na gestão da economia. Cobra-se, hoje, a redução das despesas de custeio da máquina administrativa, cortando-se as despesas que, como se viu nos últimos dias, só fazem aumentar.
 
Como já foi amplamente divulgado, o ano vai fechar sem que a meta fiscal seja atingida e o Planalto já estuda aumentar ainda mais a possibilidade de rombo. O problema maior é que, com o Congresso que aí está, a situação do País é relevda em favor dos interesses pessoais. Depois da liberação a granel das emendas parlamentares para livrar Michel Temer de uma investigação por corrupção, a bancada ruralista conseguiu modificar as regras de refinanciamento das dívidas rurais para o benefício próprio, aumentando ainda mais o custeio do governo. Este é apenas um exemplo de como nossos parlamentares agem quando o assunto lhes interessa. Mas mexer nos próprios benefícios pelo bem do País, nem pensar.
 
Como se pode ver, tudo aqui no Brasil explode no bolso do contribuinte, ou seja, de quem trabalha e produz. No final das contas, estaremos todos nós pagando por tudo: pelo descontrole do governo, que gasta mais do que arrecada; e do custo dos agentes públicos que, além dos salários têm ainda uma série de vantagens não estendida ao trabalhador comum. Como tudo aqui acaba sendo financiado pelo bolso do contribuinte, o desfalque no orçamento familiar continuará crescendo e ficando maior a cada dia que passa, sem que haja qualquer movimentação no sentido de se reduzir a máquina pública ou de uma ampla reforma fiscal, mais justa e menos sufocante para a classe trabalhadora. Caso a população recebesse de volta a fortuna que paga (o brasileiro trabalha mais de cinco meses ao ano para arcar com impostos e tributos) em forma de serviços públicos ao menos razoáveis — e estamos ainda muito longe disso —, poderíamos pelo menos relevar. Mas o que se vê é que o dinheiro que nos é tomado e que desfalca de forma considerável 
o orçamento familiar está servindo para manter a corrupção que assola nosso Brasil e as mordomias daqueles que elegemos para nos defender e nada fazem a nosso favor.
 

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