MP apreende documentos para investigar ação de vereadores


| Tempo de leitura: 2 min
Ilton Sergio Ferreira (DEM) e Claudinei da Rocha (PSB) estariam usando seus cargos para pressionar servidores e até a ex-secretária municipal de Educação
Ilton Sergio Ferreira (DEM) e Claudinei da Rocha (PSB) estariam usando seus cargos para pressionar servidores e até a ex-secretária municipal de Educação

Atualizado às 16h

 

O Promotor de Justiça Paulo Cesar Corrêa Borges esteve na manhã desta segunda-feira na sede da Secretaria Municipal de Educação acompanhado de um oficial para requisitar todos os documentos relativos ao processo de chamamento público que deve definir as entidades que ficarão responsáveis pela administração de cinco novas creches.

Segundo o promotor, há suspeita de que os vereadores Ilton Sergio Ferreira (DEM) e Claudinei da Rocha (PSB) estariam usando seus cargos para pressionar servidores e até a ex-secretária municipal de Educação, Silma de Alcantara Junqueira, para que as entidades que representam e que foram consideradas inabilitadas no processo por falta de documentos e comprovação das exigências do edital sejam as escolhidas. "Vim exclusivamente requisitar todos os documentos relativos a esse processo de chamamento público, inclusive aqueles que ainda não foram encartados para anexar ao inquérito civil aberto para investigar a suspeita de improbidade por parte dos dois vereadores que estariam pressionando servidores e até a ex-secretária para reverter a inabilitaçao, o que é irregular e pode configurar o crime de advocacia administrativa".

O promotor disse ainda que investiga a informação de que os vereadores chegaram também a procurar o prefeito Gilson de Souza (DEM). "Parece, inclusive, que o prefeito teria enviado um ofício ao atual secretário pedindo a reanálise do caso depois dessa visita dos vereadores, mas o pedido foi novamente negado".

Paulo Borges disse que a investigação já conta com 4 mil paginas e ainda não está concluída. 

Procurado para comentar as suspeitas, o vereador Claudinei da Rocha negou qualquer irregularidade em sua conduta. Segundo ele, por fazer parte da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara, ele teria sido procurado por entidades que tiveram sua participação no processo de chamamento negada. "Eu fui à Secretaria mas na condição de membro da Comissão em busca de esclarecimentos e de uma explicação porque as entidades me procuraram cobrando uma resposta", disse. Ele negou que tenha pressionado servidores ou a ex-secretária. "Em momento algum fiz qualquer pedido, o que eu queria era uma explicação a respeito das queixas que foram feitas pelas entidades. Estava cumprindo meu dever de fiscalizar". 
 
Claudinei ainda atribuiu as acusações a questões políticas. "Com essa recente reforma administrativa, muita gente perdeu o cargo na Secretaria de Educação e acha que tivemos algo a ver com isso. Mas não tive nada a ver com as mudanças". Ele disse estar tranquilo e se colocou à disposição do promotor para prestar esclarecimentos. "Não fiz nada de errado. Estou tranquilo e sei que tudo será esclarecido".
 
O vereador Ilton também foi procurado, mas até o momento não atendeu as ligações. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários