ACIDENTES DE TRÂNSITO CONTINUAM MATANDO FRANCANOS: SÃO 16 EM 2017
A morte de 16 pessoas nos primeiros seis meses do ano — vítimas de acidente de trânsito no perímetro urbano de Franca (que engloba ainda rodovias como Cândido Portinari, Nelson Nogueira e Ronan Rocha) — é um claro reflexo da inépcia, da negligência e da falta de atenção do motorista e do pedestre francanos. Como já tivemos oportunidade de alertar, o motorista francano, em grande parte, dirige sem grandes preocupações com o bem estar dos que o cercam e de si próprio, infringindo sem piedade as mais variadas leis do trânsito. O mesmo se aplica ao pedestre, que parece não mensurar o perigo a que está exposto ao transitar nas ruas da cidade.
O motorista francano não utiliza a seta, dirige sem cinto de segurança (permitindo aos familiares dispensarem o ítem de segurança da mesma forma), ultrapassa a velocidade mínima permitida (em Franca, são 60km/h), faz conversões proibidas, entra na contramão e ainda pratica uma série de irregularidades que passam pela falta de condições do veículo ou de seus componentes, como pneus, lataria e até luzes. Embora todos os motoristas francanos (e incluem-se aí também os motociclistas) façam um curso teórico e passem por uma prova bastante difícil, tenham aulas de direção e enfrentem um exame bem rigoroso, no final prevalece a negligência.
O mesmo pode-se dizer dos pedestres e dos ciclistas, que ignoram leis de trânsito, o que dizem as placas indicativas e até a forma correta de se atravessar as ruas. Muitos desconhecem (ou ignoram) a direção do fluxo de trânsito e correm o risco de serem atropelados por causa disso. O que se depreende é predomina a falta de orientação: as escolas deveriam ter, desde o ensino fundamental até o ensino médio, uma disciplina que ensine aos alunos como se portar, o que se pode e o que não se pode fazer não apenas andando nas ruas mas também na direção de uma bicicleta, de um carro ou de uma moto. Percebe-se que somente as aulas das autoescolas e dos Centros de Formação de Condutores não são suficientes para ensinar alguém a dirigir e a observar a legislação.
A maioria dos candidatos a motoristas ou motociclistas precisam aprender do zero, já que não levam nenhum conhecimento a respeito quando se inscreve para conseguir a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Da mesma forma que o ditado diz “é de pequeno que se torce o pepino”, deve-se considerar que é de pequeno que se educa e se ensina. Não é endurecendo ainda mais as exigências para a obtenção da carta de motorista que teremos um trânsito mais humano e menos mortal. É necessário que trabalhemos para evitar que fatos como os que deixaram mais quase duas dezenas de famílias enlutadas neste ano voltem a se repetir em nosso município.
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