Ao contrário do que ocorre entre materialistas e ateus que, ignorando a sacralidade do dom da vida, às vezes, o desrespeitam, aqueles que se dizem obedientes ao código moral de sua religião jamais deveriam desrespeitá-lo, mas, ante a imortalidade da alma, zelar pela vida do corpo que a redime.
Entre os ocidentais, todas as religiões ditas Cristãs propõem orientar seus seguidores segundo a Bíblia, notadamente a moral de Jesus, o maior código de convivência fraterna e de respeito aos divinos desígnios. Ali, não se lê qualquer recomendação para matar ou matar-se. O decálogo é taxativo: “Não matarás”.
Materialistas, ateus, ou crentes, não temos o direito de atentar contra a vida. Preceito aplicável especialmente em relação àqueles que não nos comungam a mesma crença, ou estaríamos incorrendo na abjeta intolerância religiosa, contrariando o ensinamento de Jesus segundo o qual o amor é a Lei Maior e que devemos amar até os diferentes.
Com efeito, sob a grave certeza de que sua infeliz atitude é abominável e nos fere os princípios religiosos, julgamos oportuno lembrar que devemos amar até mesmo o jovem paquistanês que, sob alegação que tal comércio era desonroso para a sua religião, matou a própria irmã, porque ela expunha pela internet produtos de beleza.
Deus, Supremo Amor e Justiça, jamais colocaria nas mãos de alguém o direito de matar seu semelhante, principalmente se o motivo for diversidade de convicção religiosa, cumprindo-nos considerar que o primeiro dom a ser respeitado pelo sentimento de religiosidade é o da vida. Religiões também se creditam pelo respeito ao divino dom de viver.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.