Os custos de uma ‘vitória’


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GOVERNO AUMENTA O ‘ROMBO’ SÓ PARA MANTER MICHEL TEMER NA PRESIDÊNCIA
Está certo o presidente Michel Temer (PMDB) ao não comemorar o arquivamento do pedido da PGR (Procuradoria Geral da República) para investigá-lo. A oposição não conseguiu reunir os votos necessários para autorizar o STF (Supremo Tribunal Federal) a abrir o processo contra o chefe da Nação por corrupção passiva. Porém, Temer não conseguiu a “vitória acachapante” que vinha anunciando nos dias que antecederam a votação na Câmara e está preocupado com o futuro: os números demonstram que ele não conta com o apoio da maioria absoluta dos deputados para aprovar sem sustos as reformas que tanto defende. E, depois da gastança desenfreada para arrebanhar uma base capaz de evitar um processo no Supremo, não tem qualquer cacife para manter a mesma estratégia para conseguir levar adiante as propostas de sua equipe econômica.
 
O custo da “vitória” desta semana expôs um parlamento dividido, um presidente enfraquecido e parlamentares sedentos, que não se preocuparam em aumentar o rombo nos cofres públicos em benefício próprio. Esta é a situação que vivemos. Ontem, o Planalto já começou a exonerar indicados por deputados considerados “infiéis”, que votaram pela investigação. E as seguidas manifestações de que a decisão dos “fiéis” de que defendiam a estabilidade econômica não convenceu ninguém, já que se sabe que mais de R$ 1,2 bilhão vai sair dos cofres públicos, aumentando ainda mais os gastos. A população brasileira, que paga altos impostos sem receber serviço público de qualidade e a cada descontrole da equipe econômica é obrigada a arcar com o prejuízo, não suporta mais esta situação.
 
É de se indignar ao ver que no Brasil a tese franciscana do “é dando é que se recebe” continua sendo o leitmotiv da política. O problema é que ainda estão enfiando descaradamente a mão no nosso bolso e, com a cara mais deslavada, consideram tudo “normal”. E grande parte dos brasileiros continua acompanhando de forma apática situações escandalosas como as verificadas nos dias que antecederam à votação na Câmara. É preciso que todos nós tomemos posição e voltemos a nos indignar com a imoralidade que promove uma verdadeira roubalheira no suado imposto que pagamos e que acaba em bolsos ávidos e escusos dos integrantes de uma verdadeira quadrilha que se apresentam como “representantes do povo”. Como sempre dizemos aqui, temos todas as condições e ferramentas para mudarmos esta situação, onde apoios são trocados por cargos, partidos políticos são usados como balcões de negócio e o parlamento é transformado em “feudo” de um grupo que não se envergonha de continuar vampirizando os cofres públicos. Nosso voto é uma arma poderosíssima e temos que usá-lo contra todos eles, pois.
 

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