NADA ESTÁ SENDO FEITO PARA REDUZIR OS DÉFICITS SEGUIDOS NAS CONTAS PÚBLICAS
O Brasil vem passando por uma crise muito grave que continua crescendo, na falta de medidas práticas de redução de despesas por parte do governo federal. Não há qualquer perspectiva de melhora em curto e médio prazos, conforme o que dizem os próprios integrantes da equipe econômica do Planalto. É de se destacar que quase nada das reformas trabalhista e previdenciária, ainda “enroladas” no Congresso Nacional, foi colocado em prática. Até agora, só a população brasileira foi obrigada a pagar pelo rombo, com o reajuste dos combustíveis decorrente do aumento dos tributos incidentes sobre a gasolina, o diesel e o etanol. Os cortes no orçamento, que colocam em risco uma série de benefícios sociais, como o Bolsa Família, o Fies (financiamento estudantil) e até a distribuição de água a famílias assoladas pela seca no Nordeste, também foram determinados. E até agora ficou só nisso.
A antecipação de precatórios e o fraco desempenho das receitas fez o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrar o maior déficit primário da história no primeiro semestre. Segundo números divulgados pelo Tesouro Nacional, o resultado ficou negativo em R$ 56,092 bilhões de janeiro a junho, contra déficit de R$ 36,477 bilhões no mesmo período do ano passado. O déficit primário é o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Somente em junho, o déficit primário somou R$ 19,798 bilhões, também o pior resultado registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. Como se pode ver, nada do que foi feito até agora apresentou qualquer resultado prático.
Dificilmente o País irá retomar o crescimento econômico só exigindo sacrifício da classe produtiva. Empresários e trabalhadores não suportam mais o peso de uma política tributária injusta e desigual. Agora é necessário o sacrifício daqueles que se mantêm às custas dos tributos que nós pagamos. Principalmente os Poderes Executivo e Legislativo, os quais precisam dar o exemplo e buscar cortar em sua própria carne, reduzindo o custeio e os gastos. Há uma série de benefícios que não encontram paralelo em qualquer país democrático do mundo que pode ser suprimida. Quase nenhum trabalhador brasileiro têm direito a salário astronômico, além do custeio de moradia, plano de saúde ilimitado e despesas pessoais como acontece no Congresso Nacional. Caso abram mão de grande parte das mordomias, nossos políticos — hoje malvistos pela população — estarão contribuindo com o esforço que cobram dos contribuintes para equilibrar as contas, além de dar uma demonstração de espírito público que não vimos até agora.
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