A Diocese de Franca, através do bispo Dom Paulo Roberto Beloto, criou o Museu Diocesano Dom Diógenes da Silva Matthes. O padre Leonaldo Cardoso Beneti, que é um grande estudioso da Diocese, foi nomeado o curador.
De acordo com padre Leonaldo, o intuito do museu é guardar e recontar a história de Dom Diógenes, o primeiro bispo da cidade. “Nós pensávamos em homenageá-lo, ter sempre presente a sua memória, criando esse espaço para conservar os pertences dele”, disse.
Dom Diógenes nasceu em 1931, em Serrania (MG), foi ordenado padre em 1957 e trabalhou como pároco em Ribeirão Preto (SP) e Santa Rita do Passa Quatro (SP), antes de ser ordenado bispo de Franca, em 1971. Em 2006, pediu a renúncia do cargo e continuou como bispo emérito até sua morte em 20 de dezembro de 2016.
Além dos itens de Dom Diógenes, o espaço também será reservado para outras paróquias, com relíquias de valor histórico para a Diocese.
Uma seção está reservada para o padre Joaquim Martins Rodrigues, que foi o primeiro religioso da cidade, ainda na época do Império.
No acervo estão roupas, acessórios, joias, livros, imagens, fotos e os móveis da capela da casa de Dom Diógenes. Tudo deve ser catalogado, higienizado e conservado antes de ser exposto ao público. “O museu não é apenas sacro, temos umas baixelas do seminários entre outras coisas que merecem ser conservadas”, contou Leonaldo.
Para aumentar o número de itens, a Diocese conta com a ajuda dos cidadãos. “Quem quiser contribuir pode deixar qualquer peça religiosa ou de valor histórico no escritório da Cúria Diocesana, na rua Major Claudiano, 1545, no Centro”, complementou o padre.
O museu tem previsão de ser inaugurado no segundo semestre de 2018, no Centro Diocesano de Pastoral São João XXIII, que fica na estrada que liga Franca a Ribeirão Corrente, no km 1.
A ideia do curador é de também levar as peças para exposições itinerantes nas paróquias. “Não tem mais aquele conceito de ficar tudo exposto e de ser visto tudo de uma vez, ele é dinâmico”, ressaltou.
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