Qualidade e sabor ao alcance do prato. Essa foi a proposta do empresário e chef Pedro de Castro Lemos Júnior quando inaugurou o restaurante Mansuetto, em Franca. Quinze anos depois, em nova casa e com um cardápio ainda mais variado, ele permanece com essa missão.
Em seus 49 anos de idade, Lemos já dedicou 27 deles à gastronomia. Esse amor pela profissão começou em sua primeira estadia na cidade de Londres, para onde viajou quando ainda trabalhava com exportação de calçados. “Fui estudar e praticar inglês enquanto me dedicava a outro ramo e, lá, descobri que a gastronomia era muito mais que uma herança de família: se tornaria uma paixão e, de fato, uma profissão”, disse.
Descendente de italianos, o empresário logo começou a trabalhar em um restaurante típico e se encantou com o que viu em Londres. “Trabalhei em bons restaurantes e isso me ajudou a ter muita bagagem gastronômica e cultural”, explicou. Ele cumpriu a promessa de retornar em um ano para o Brasil, mas viajou outras diversas vezes para absorver ao máximo a cultura europeia para, um dia, trazê-la a Franca. Pôde trabalhar com suas fontes de inspiração e chefs renomados, como o italiano Aldo Zilli. E conseguiu se destacar, tornando-se pioneiro em trazer uma culinária mais elaborada e requintada para sua cidade natal.
O Mansuetto
Em 2002, Lemos decidiu tornar seu sonho realidade. Com 8 mil metros de jardim, em uma casa aconchegante de madeira e decoração clássica, ele criou o Mansuetto na chácara de sua família, na avenida São Vicente, zona Sul de Franca.
A proposta do Mansuetto era inédita na cidade. Com lounge bar e pratos que agradavam até o mais exigente cliente, o restaurante se transformou em uma referência para empresários do ramo gastronômico e deixou sua marca.
As atividades do Mansuetto perduraram por quase dez anos. Desde então, o tempo passou - mas as pessoas não esqueceram do cardápio criado por Lemos, com uma culinária feita de forma criteriosa, artística e, acima de tudo, saborosa. Eram comuns os pedidos de alguns clientes antigos para que o Mansuetto fosse “ressucitado”. “Antes de decidir retomar o projeto, era constantemente parado por antigos clientes na rua. Eles lembravam de alguns pratos e isso me deu um gás para voltar”, explicou o empresário.
Em 2016, a oportunidade de reabrir as portas do Mansuetto aconteceu e contou com a ajuda do também empresário Eduardo de Almeida. Dessa vez, em novo endereço, com sofisticada decoração, pratos aclamados e até copiados por outros estabelecimentos.
O Prime Business Center, na avenida Sete de Setembro, foi o endereço escolhido pelos novos sócios. Para agradar os saudosistas, permaneceram a qualidade, o requinte gastronômico de grandes centros e o nome, Mansuetto. A mudança ficou por conta da decoração, mais moderna, e uma parte do cardápio. Isso porque, embora seja um restaurante tipicamente italiano, há vários pratos mediterrâneos e que mudam sazonalmente. Um ano depois, o sucesso continua. A “receita” do empresário? Dedicação e paixão pelo que se faz. “A gastronomia é como uma orquestra: tem o maestro e seus músicos. Precisa ter alma. São isso e a harmonia entre esses participantes que dão forças ao negócio para que ele funcione.”
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