Setor produtivo em suspenso


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MERCADO DE TRABALHO AINDA SOFRE COM A CRISE: CRESCE A INFORMALIDADE
O fim da grave crise econômica que afeta o Brasil desde meados de 2014 ainda não pode ser cravado, ao contrário do que o presidente Michel Temer (PMDB) tem apregoado em seus pronunciamentos durante atos oficiais ou na TV. Os números da inflação, abaixo do que esperava até a própria equipe econômica do Planalto, e o quase imperceptível crescimento registrado no mercado de trabalho, além da Selic em qpenas um dígito, não permitem dizer que o País começa a sair do atoleiro. A atividade econômica ainda continua em baixa, principalmente por causa do rombo crescente nas contas do Tesouro (englobando os governos federal, estaduais e municipais). No caso da inflação, deve-se destacar que o índice está abaixo da meta por causa da redução da demanda: há mais produtos disponíveis do que consumidor com capacidade de comprar.
 
Já na questão do emprego, a redução do número de desempregados (agora temos pouco mais de 13 milhões, conforme o divulgado na sexta-feira pelo IBGE) não reflete a retomada da produção, uma vez que muitos, sem saída e esperança, seguiram o caminho do mercado informal, sem carteira asinada e, consequentemente, sem as garantias e os benefícios de um trabalhador formal. Além disso, com a crise afetando a atividade econômica e o pagamento de impostos, a arrecadação de tributos pelo governo federal continua registrando quedas sucessivas. Este é mais um dos indícios de que a coisa ainda vai mal. Se esta situação perdurar (queda de impostos e aumento do rombo do Tesouro), o buraco continuará crescendo, já que o governo continua gastando sem que haja provimento de recursos suficientes para financiar a máquina administrativa e os serviços públicos.
 
Como se pode ver, tudo pode piorar caso o setor produtivo brasileiro não consiga dar a volta por cima. Com a retração nas vendas e na produção de bens, o Brasil vive uma situação difícil, que pode ter sido iniciada ainda em 2008, quando o Planalto viu como solução para a crise global a desoneração de impostos para estimular o consumo. Naquela época, ainda neste mesmo espaço, alertávamos para os problemas que poderiam se impor, como o estouro da bolha que se criaria e que se confirma atualmente. O descontrole da área econômica do governo Dilma Rousseff (PT) e, antes dela, de Luís Inácio Lula da Silva (somando-se a corrupção disseminada) nos trouxe para este buraco sem fundo. Empresários e trabalhadores, em todos os setores, vivem dias de preocupação, sonhando com a retomada da produção e a recomposição do mercado de trabalho. Caso o governo federal não consiga ul resultado positivo com as medidas que tenta aprovar no Congresso, fecharemos 2017 como mais um ano perdido, torcendo para que 2018 seja diferente.
 

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