Marina Galeano
FolhaPress
Um dos maiores sucessos do canal infantil Gloob agora tenta a sorte nos cinemas. A turminha curiosa, corajosa e divertida do “Detetives do Prédio Azul” (D.P.A. para os íntimos) estreia uma aventura além dos limites do edifício.
Assinado pelo mesmo diretor e pela mesma roteirista da série –André Pellenz e Flávia Lins–, o longa mantém o espírito de “clubinho de fundo de garagem”, entretanto, amplia o universo original para se encaixar nas telonas.
No seu caso mais desafiador, Bento (Anderson Lima), Sol (Letícia Braga) e Pippo (Pedro Henrique Motta) se infiltram na festa da temida síndica, dona Leocádia (Tamara Taxman), e presenciam um crime mágico. Mas, desta vez, para desvendar o mistério que ameaça a existência do prédio azul, o trio de detetives precisa cruzar o portão e sair às ruas do Rio de Janeiro.
Então, a Kombi nova de Severino (Ronaldo Reis) se transforma na sede das investigações, e a criançada, com a ajuda do porteiro, começa uma peregrinação pela cidade à caça de pistas.
A história só fica completa quando aparecem Capim (Cauê Campos), Tom (Caio Manhete) e Mila (Letícia Pedro).
Ao público que acompanha os detetives desde os primeiros episódios, esse encontro de gerações deve ser o ponto alto do filme. É legal ver como os fundadores do clubinho cresceram e viraram adolescentes.
Bruxos, os ex-colegas de Leocádia acrescentam uma dose generosa de feitiços e magia à trama e deixam a atmosfera mais explosiva do que aquela exibida na TV.
Entre gente que vira bicho (e vice-versa), Kombi que cruza o céu carioca, raios poderosos que saem da ponta dos dedos, alguns efeitos especiais funcionam, outros soam desnecessários.
O que não compromete o andar da carruagem. Apesar da pirotecnia, “D.P.A.” permanece fiel ao clima singelo e caseiro da série que conquistou tanta gente. E, mesmo com limitações, é uma alternativa simpática e lúdica para o público infantojuvenil.
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