Hora de voltar às aulas


| Tempo de leitura: 3 min
Ao reunir seu material escolar de uso diário, que tal pensar na origem de alguns deles? O papel, por exemplo, base do caderno e dos livros; o lápis, a caneta, a borracha- como é que surgiram e foram se transformando no decorrer do tempo? Vamos contar estas histórias.
 
Papel
O papel foi inventado na China no século 2 e era feito manualmente com fibras de algodão retiradas de panos velhos. Quando as máquinas de impressão foram desenvolvidas no século 15, começaram a faltar trapos para fazer livros, jornais e revistas. A imaginação humana, que é extrordinária, logo arrumou substituto para as fibras de tecido: tiras de madeira que eram retiradas das árvores. Assim vem acontecendo até hoje. Por conta dessa matéria prima vegetal, quando esquecemos um pedaço de papel em cima da mesa, e voltamos para pegá-lo muito tempo depois, percebemos que ele ficou amarelado. Isso ocorre devido a uma substância que todo vegetal possui e escurece quando entra em contato com a luz e o oxigênio. 
 
Lápis
O lápis também tem uma história bem antiga, mas é mais moderna que a do papel. Os primeiros lápis surgiram no século 18. Eram pedaços de grafite enrolados em cordas ou pele de animais. Mais tarde os alemães começaram a usar lascas de madeira para cobrir o grafite. E assim o lápis foi evoluindo até que um alemão chamado Faber criou um cilindro de madeira onde inseriu um pedaço de grafite. Nascia o lápis preto- mais fino,  número um; mais grosso, número dois. Um lápis preto comum escreve cerca  de 45 mil palavras ou risca uma linha de 5 km de comprimento. Não é incrível? O lápis de cor surgiu depois: em lugar do grafite, o miolo era de cera e pigmentos coloridos.  Assim este objeto escolar tão útil veio evoluindo até ganhar borracha na ponta, o que foi saudado como grande invenção.
 
Borracha
E a borracha, essa que apaga tudo e deixa o papel branco de novo para a gente voltar a escrever quando erra? Sabe como de fato ela funciona? Desgastando a parte superficial do papel. O grafite gruda mais na borracha que no papel. É por isso que ela fica suja com o uso. Antes de inventarem a borracha, as pessoas apagavam o escrito com miolo de pão. Se estiver fresco, o miolo exerce a mesma função: ele suga o grafite e deixa o papel limpo. Experimente pra ver! A borracha pode ser feita a partir do látex (leite extraído da árvore Seringueira). O látex dá origem à borracha natural. É  a partir dela que se obtêm objetos de borracha como luvas, chaveiros, sapatos. Mas com o intuito de evitar a exploração de árvores, a borracha atualmente é fabricada a partir do petróleo. Na sua composição entram vários compostas como polímeros, enxofre e  óleos. 
 
Caneta
A história da caneta tem muitos capítulos. Povos muito antigos usavam carvão para rabiscar nas paredes das grutas. Depois, penas de aves para escrever. No final do século 19, surgiram nos Estados Unidos as primeiras canetas-tinteiro. Foi em 1947 que um senhor húngaro (nascido na Hungria), chamado Ladislao Birô, cansado de se sujar com tinta, teve a ideia de colocá-la num tubo plástico e fazer uma ponta especial. Foi assim que nasceu a caneta esferográfica! A palavra vem dos termos gregos spharia (esfera) e graphikós (escrever). O sistema que a faz funcionar é simples: uma bolinha colocada na ponta da caneta gira e puxa um pouco da tinta que está no tubo de plástico. Essa bolinha tem 0,5mm e é feita de um metal muito resistente chamado tungstênio. Uma caneta esferográfica comum tem tinta para desenhar uma linha de 3 km. 
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários