Missão cumprida. O grupo de peregrinos que deixou Franca na quarta-feira, dia 19 de julho, chegou em Aparecida (SP) às 12h30 desta sexta-feira. Eles saíram de Campos do Jordão, às 6h30, quando os termômetros marcavam -2 graus.
A romaria sobre duas rodas até o Santuário Nacional de Aparecida demorou dez dias para ser concluída. Eles percorreram o Caminho da Fé de bicicleta e pedalaram 540 quilômetros.
Passaram por cidades dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, enfrentaram frio, calor, comeram poeira e sofreram para subir serras, fazendo força no pedal.
“É sempre uma emoção diferente na chegada. A gente sempre se pergunta: Que fé é esta que nos faz sair de casa, do conforto de nossas famílias, para pedalar quase 600 km em busca de algo inexplicável? Quando a gente chega aqui e passa pela imagem de Nossa Senhora, a gente descobre a resposta, diante da emoção de ver a imagem e receber a bênção. Acordando às 5 da manhã, saindo para pedalar com frio, chuva e sol. Só mesmo por Nossa Senhora Aparecida”, comentou Marcelo Batista, um dos ciclistas romeiros de Franca.
A chegada a Aparecida, em um dia de sol, céu de brigadeiro e temperatura agradável, contrastou com o clima do primeiro dia de jornada, quando o grupo se reuniu na rodovia Ronan Rocha, em Franca, diante de muito frio e neblina. Os ciclistas foram recepcionados por familiares, que chegaram à cidade do Vale do Paraíba, ontem, de ônibus.
A peregrinação de bicicleta é uma tradição da equipe Ultreya (palavra de origem latina, que significa avante, seguir em frente com coragem e entusiasmo).
Este ano, 17 homens, com idades entre 72 e 15 anos, participaram da viagem. O empresário Ademir Sebastião Pedro de Souza fez o trajeto Franca/Aparecida de bicicleta pela 18ª vez. Ele estava acompanhado dos filhos Gustavo e Fabiano e do neto Gustavo Júnior, o caçula da turma. Também fizeram parte da equipe Gabriel, Johnny, João Batista, João Paulo, Vicente, Anselmo, Willian, Marcelo Batista, Clóvis, Matheus, Roberto, Plínio e Carlos Rossato.
Os peregrinos voltam para Franca neste sábado, mas desta vez, nada de pedal. O retorno será no ônibus, junto dos familiares.
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