As religiões propõem nos levar a entendermos e respeitarmos a Deus, conduzindo-nos a Ele, mas não são o único caminho. Se amássemos, bem que poderíamos, independentemente de crença religiosa, harmonizar-nos com o Pai. Religiões e religiosos não conhecem toda a verdade que dizem conhecer, tentando manipular Deus à sua vontade.
Habitamos um planeta de expiações e provas. Ainda transgredimos as Leis Divinas, num estágio evolutivo que, nem somando o conhecimento de todas as religiões do planeta, chegaria à compreensão dos Supremos Propósitos. Por mais virtudes possua na Terra, o homem é carecente das virtudes do Céu.
Bem a propósito, lembremos do que dissera Gilberto Gil em entrevista que, juntamente com Caetano Veloso, concedeu ao caderno Ilustrada, da Folha (9/4/2017), lembrando os 50 anos do Tropicalismo, quando respondeu que “Deus precisa é se livrar das religiões”, por certo, por tentarem manipulá-Lo, como se fosse de sua propriedade, cada qual afirmando-se dona da verdade.
Jesus nos ensinou, no diálogo com a Samaritana: “Deus é espírito”. Sendo o Incriado espírito detentor da suprema perfeição, a Doutrina Espírita proclama: “Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas”. Não está circunscrito a qualquer credo.
Respondendo a Kardec sobre a natureza íntima de Deus, os Espíritos superiores disseram que o nível intelectual e moral da humanidade não permite que ela a conheça, “falta-vos sentido para isso”, responderam, prestos. O Mestre não pregou religião sectária, mas a Religião do Amor Universal.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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