DEPENDE DO BRASILEIRO MUDAR E GARANTIR UM FUTURO MELHOR PARA OS DESCENDENTES
Depende de todos nós, brasileiros, legarmos um novo País às gerações futuras. Desde o início da operação Lava Jato estamos tomando conhecimento de falcatruas em série para o enriquecimento de empresários, políticos, dirigentes de estatais e seus asseclas. O dinheiro que irrigou contas bancárias no Exterior e o caixa de partidos políticos saiu do bolso do contribuinte, que para tarifas e impostos acima de suas possibilidades sem que seja beneficiado por isso: carece de atendimento médico no mínimo satisfatório, de um sistema de ensino que realmente funcione e obras públicas que melhorem, para a grande maioria da população, o saneamento básico e a melhoria da mobilidade urbana. O problema é que nada disso vem sendo discutido nos altos escalões, mas apenas assuntos que interessam aos que estão no poder.
O que estamos vendo é um grupo de políticos e administradores eleitos discutindo a permanência (ou não) do presidente Michel Temer (PMDB) acusado de corrupção. Estão implicados ainda alguns dos auxiliares diretos do chefe da Nação, dezenas de senadores e centenas de deputados. Uma situação que, caso ocorresse num País sério, onde as leis servem para todos, não chegaria ao ponto atual. Na Coreia do Sul, acusada de se beneficiar do pagamento de propinas destinado a uma amiga, a então presidente Park Geun-hye perdeu o cargo e foi para a cadeia. Antes dela, mais dois ex-presidente daquele país também foram para a cadeia por corrupção. Aqui, a prisão de corruptos e corruptores causa controvérsia. A ponto de uma senadora como Gleisi Hoffmamm (PT-PR), também acusada de se beneficiar do esquema criado na Petrobras ao lado do marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, elogiar, como presidente do partido, num evento público, governos totalitários como o de Cuba e o da Venezuela, homenageando Nicolás Maduro que leva o vizinho país à bancarrota.
Que País sonhamos para nós? E para os nossos filhos, netos e para quem vier após eles? Com potencial de se tornar protagonista global, nos contentamos de ostentar títulos desabonadores, por causa da corrupção (que continuou ativa mesmo depois das primeiras sentenças da Lava Jato), pela desigualdade e pelo serviço público que nos iguala aos países mais pobres do mundo. Se quisermos avançar, assumir o protagonismo com o qual tanto ansiamos e contarmos com políticos possuidores do verdadeiro espírito público, que trabalhem mais para o engrandecimento da Nação e menos para encher os próprios bolsos, teremos que assumir as rédeas de nosso destino, sem deixar que a Justiça resolva. Só nós temos armas e força para mudar este quadro, deixando de eleger os mesmos de sempre que se perpetuam nos Poderes Executivo e Legislativo sem que nada mude para os que mais interessam: todos os brasileiros.
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