Mulher é morta ao pedir para ladrão não ferir amiga


| Tempo de leitura: 2 min
A atendente Mônica Mendes, 48 anos, morreu após ser baleada com dois tiros na cabeça e pescoço, durante um assalto na rua de casa na Vila Brasilândia (zona norte), por volta das 23h de quarta-feira (26). Na noite de quinta (27), um adolescente de 17 anos foi apreendido pelo crime.
 
Segundo a Polícia Civil e familiares, a atendente voltava do trabalho, uma padaria que fica menos de 15 minuto de sua casa, quando no caminho encontrou uma amiga. As duas andavam conversando e, quando chegaram à rua Augusto José Pereira, foram abordadas por um homem a pé que anunciou o roubo.
 
A testemunha disse em depoimento que o criminoso colocou a mão em seu bolso para pegar o celular quando a atendente pediu para ele não fazer nada com a amiga. Neste momento, ele atirou na vítima e fugiu levando o celular da testemunha.
 
A atendente foi levada pelo filho para o hospital, mas já chegou morta. "Ele tirou a vida da minha mãe por causa de um celular de R$ 200. Ela não ia reagir, só pediu para não machucar a amiga porque já iam entregar tudo", disse o filho da atendente, o vendedor Rony Mendes, 26 anos.
 
O outro filho da vítima, o motorista Josué Mendes Padilha, 29 anos, disse que sua mãe tem uma deficiência física na perna direita e não conseguiria correr.
 
Segundo Padilha, a atendente trabalhava no período da manhã, mas quando outra funcionária estava de folga, dobrava o horário. "Ontem [quarta-feira (26)] ela trabalhou mais de 12h e foi morta a cem metros de casa.
 
DETENÇÃO
Após receber uma denúncia anônima, PMs foram à casa, no mesmo bairro, de um adolescente de 17 anos. Segundo o tenente Fernando Fabião, a família do suspeito disse que ele tinha envolvimento no crime e entregaram o infrator. Segundo Fabião, o adolescente confessou o crime, mas disse que não atirou. Ele contou que estavam em três. O caso é investigado pelo 45º DP (Vila Brasilândia).

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários