A avaliação de Michel Temer


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GOVERNO TEM MENOR AVALIAÇÃO EM 3 DÉCADAS, REFLEXO DA SUA ATUAÇÃO
 
As últimas ações do governo de Michel Temer (PMDB), com as negociações com parlamenhtares e partidos para impedir que o Congresso autorize uma investigação contra o presidente, foram bem sentidas pela população. Pelo que se sabe, a liberação de verbas para o pagamento de emendas parlamentares e o aumento das alíquotas de tributos sobre os combustíveis refletiram negativamente na avliação que o brasileiro faz da atual administração federal. Deve-se perguntar: Antes que se prossiga, há uma pergunta que todo mundo está fazendo: se Temer é mesmo inocente, como apregoa, por que lutar ferrenhamente contra a abertura de inquérito pelo STF (Supremo Tribunal Federal)? Só que a imagem do ex-deputado Rocha Loures correndo com uma mala de dinheiro por uma rua de São Paulo é devastadora e implica o presidente diretamente na cobrança de propina da JBS. Quem não deve não teme, sabemos todos nós. E o fato do chefe da Nação temer alguma coisa já é um sério indício de que se a investigação for aberta, muita coisa pode surgir.
 
Pois não é que o brasileiro está dando mostras de que não se deixa enganar como antigamente? Levantamento do Ibope divulgado ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que o governo do presidente Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 70% da população. Apenas 5% o consideram ótimo ou bom, 21% regular e 3% não sabem ou não responderam. Esta é a pior avaliação de um presidente da República nas últimas três décadas. No levantamento anterior, divulgado em março, 10% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom, 31% como regular, 55% como ruim ou péssimo e 4% não souberam ou não responderam.
 
Como se pode ver, os discursos de Temer e seus aliados não está mais sensibilizando ninguém. Ainda somos uma nação de 14 milhões de desempregados (sem carteira assinada) que chegam a vinte milhões com os “nem nem” (aqueles que nem trabalham nem procuram emprego); a Saúde e a Educação andam de mal a pior; a máquina administrativa permanece inchada e as benesses de políticos, servidores públicos e membros do Judiciário continuam desfalcando os cofres públicos. Embora mantenha uma certa estabilidade no Planalto por causa da base que arrebanhou sabe-se a qual preço, Michel Temer precisa entender que sem apoio popular não vai conseguir levar a cabo o mandato-tampão que exerce. Este foi o erro de Dilma Rousseff (PT) e, posteriormente, de Eduardo Cunha (PMDB), ambos defenestrados de seus postos por causa da defecção dos aliados que se sentiram pressionados pela voz das ruas. E tudo pode acontecer de novo, desta vez com Michel Temer.

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