A partir da próxima sexta-feira, dia 4, a passagem de ônibus na cidade ficará mais cara. O reajuste foi divulgado no final da tarde de ontem. O decreto aumentando o valor da tarifa dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,10 foi publicado no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira. Junto com o decreto de reajuste, também deverá ser publicado outro, reduzindo para R$ 1 a tarifa aos domingos.
Desde o início do ano, o prefeito Gilson de Souza (DEM) vinha negociando com a Empresa São José, concessionária do transporte público, para tentar evitar o reajuste que é previsto em contrato.
Segundo a Prefeitura, a São José vinha solicitando o aumento desde fevereiro. O pedido é para que o valor da tarifa fosse de R$ 4,65.
Com base nos dados apresentados pela empresa e pelo setor que acompanha o transporte público no município, a Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) elaborou um estudo em que levou em consideração diversos fatores como o reajuste dos combustíveis, pneus e o aumento salarial das categorias profissionais. O levantamento sugeria o aumento de R$ 0,30.
No mês passado, ao receber o estudo, Gilson anunciou o congelamento da tarifa por um mês. Usou esse período para intensificar as negociações.
Não conseguiu estender o congelamento até o final do ano como queria, mas convenceu a empresa a conceder um benefício aos usuários. A partir do dia 6 de agosto, aos domingos, a tarifa será de apenas R$ 1.
“Infelizmente, não conseguimos evitar o aumento. Mas avançamos e, aos domingos, os francanos pagarão bem menos. Isso era uma promessa de campanha e estamos cumprindo já no primeiro ano de governo”, disse o ex-chefe de gabinete e agora secretário municipal de Assuntos Estratégicos, Thiago Henrique Comparini.
O secretário disse que a Prefeitura ainda deve continuar as negociações com a Empresa São José. “Estamos montando um grupo de trabalho na Emdef, que faz o gerenciamento do transporte, para discutir alternativas de baratear a tarifa, seja com subsídio ou outros tipos de mecanismos.”
Como prevê o contrato, o reajuste só passa a valer cinco dias úteis após a publicação do decreto. Na próxima sexta-feira, já será cobrado o novo valor com o aumento de 7,9% sobre o preço praticado atualmente. O índice é mais que o dobro da inflação registrada no período que, de acordo com o IBGE, foi de 3% entre julho de 2016 e junho de 2017.
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