Seis mortes violentas por mês. Essa é a média de pessoas que perdem a vida em Franca por conta de assassinatos e acidentes. Os dados fazem parte das estatísticas divulgadas pela SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo) no final da tarde de ontem e mostram que, em apenas seis meses, os homicídios e os acidentes já fizeram 35 vítimas na cidade.
As estatísticas vão além e confirmam que a violência vem crescendo. Houve um aumento de 52% nos casos de morte envolvendo esses tipos de ocorrências em relação ao mesmo período no ano passado, que registrou 23 casos.
Nos casos de homicídio doloso (quando a pessoa tem intenção de matar), no primeiro semestre de 2017, foram 18 vítimas até o mês passado. A última foi o açougueiro Elvis Luã Lopes Barbosa, 26, assassinado pelo meio-irmão, de 19 anos, na Vila Santa Terezinha.
Há apenas um culposo (quando o acusado não quis cometer o crime): a morte da fotógrafa Zélia Lúcia Barbosa Moreira, 46, ocorrida em janeiro na Santa Casa. Ela morreu após uma técnica em enfermagem aplicar o medicamento errado em sua veia, durante uma sessão de pulsoterapia, para tratar uma doença autoimune.
Ainda de acordo com as estatísticas, as tentativas de homicídio também aumentaram: foram 16 registros até o final de junho de 2017, contra 14 no mesmo período no ano passado.
Acidentes
As ruas de Franca e rodovias como Cândido Portinari, Nelson Nogueira e Ronan Rocha mataram 16 pessoas. Neste ano, até junho, já foram 13 mortes acidentais e três que a Polícia Civil registrou como dolosas, indiciando os responsáveis.
Duas dessas vidas foram de pai e filho, em uma tragédia ocorrida na rodovia Cândido Portinari, perto do pontilhão do Leporace. Em maio, o açougueiro Wesley Fernando de Miranda, 32, que teria bebido e brigado com a mulher, pegou seu carro e se jogou de um barranco da rodovia em cima do carro de uma família, matando Wesley Silva Barato, 29, e seu filho, Davi Lucca Barato, de apenas 4 meses. O acusado foi preso em flagrante por homicídio doloso na modalidade “dolo eventual” (quando o acusado prevê o resultado de um crime, não quer o ocorrido, mas assume o risco de matar).
Cai nº de furtos, roubos e acidentes
Em contrapartida das mortes violentas, o número de casos de lesões por acidentes de trânsito e os crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos, diminuíram em Franca nesse primeiro semestre.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ainda que as mortes no trânsito tenham aumentado, os acidentes de menor gravidade não passaram de 543 de janeiro a junho de 2017, contra 733 no mesmo período de 2016.
Os roubos também tiveram uma queda, já que, em 2016, foram 468 e, agora, 386. Essa redução também é percebida nos roubos de veículos: 37 no primeiro semestre do ano passado e 35 atualmente.
Já nos casos de furtos (quando um ladrão toma algo que pertence a outra pessoa sem estabelecer contato), foram registrados 3.147 boletins de ocorrência até o mês de junho de 2017. No mesmo período de 2016, foram 3.382 registros de subtração de objetos variados.
Os ladrões também têm furtado menos veículos em Franca, já que em 2017 foram 417 e, nos seis primeiros meses do ano passado, 451 boletins foram lavrados, de acordo com os registros oficiais do Estado.
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