A professora Tuanny Miller da Silva usou a tribuna nesta terça-feira para falar sobre o Dia Internacional da Mulher Negra e lembrar as condições desiguais que a mulher negra no Brasil ainda enfrenta. Ela também chamou a atenção para o combate ao racismo. "Ainda na política e na cultura nos colocam sempre nas classes e postos mais baixos. Somos vistas apenas como mulatas do samba, nossos corpos são objetos sexuais. Olhem para suas empregadas domésticas e vejam a cor da pele delas. Isso mostra como ainda há muito o que lutar".
Segundo ela, os índices de homicídio de mulheres negras cresceram 22%. "59% dos registros de agressão e violência contra a mulher tem como vítima uma mulher negra". De acordo com Tuanny, as mulheres negras também são as maiores vítimas de assédio sexual no trabalho no Brasil e também são maioria entre as mulheres assassinadas. "As negras correspondem a 68% das muheres vítimas de homicídio".
Ela pediu apoio dos vereadores para a luta contra o preconceito e o menosprezo à cultura e à mulher negra.
Gabriela Sampaio Cintra, estudante, também recitou um poema que lembra a luta dos negros no Brasil.
Acompanhando as mulheres negras, estiveram no plenário da Câmara a ex-primeira-dama Cynthia Millim e a ex-secretária de Educação, Mariana Coelho.
Tuanny disse que estão fazendo ações para marcar a data e a luta das mulheres negras. Entre elas, o lançamento de um livro na noite de hoje na Casa da Cultura, com exibição de um documentário sobre a vida da primeira bailarina negra no Brasil.
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