A Palavra de Deus neste domingo nos ensina que Ele, sendo o Pai da misericórdia, nunca age com agressividade e sim com mansidão. Nós somos ansiosos e Deus é calmo. Nós erramos pela pressa, ele sempre acerta por ser a fonte da prudência.
Primeira Leitura : Sabedoria 2: Entre os livros do Antigo Testamento, o da sabedoria foi o último a ser escrito. Seu autor, um sábio judeu de Alexandria do Egito, provavelmente ainda vivia quando Jesus nasceu. O texto do livro da Sabedoria, que nos é proposto hoje, afirma: a força do Senhor sempre é grande, mas ele não a usa para castigar ou causar o mal para o homem ; ele não pode amar somente alguns. O último versículo apresenta dois motivos pelos quais Deus age desta maneira. Antes de tudo, age assim para ensinar a seu povo que o justo deve amar os homens, todos os homens, não somente os bons; em seguida, para proporcionar aos pecadores a possibilidade de se arrependerem.
Segunda leitura: Romanos 8: Na leitura deste dia Paulo confessa com candura: “nós não sabemos como rezar”, não sabemos o que pedir a Deus; por isso o Espírito vem em nossa ajuda e nos sugere o que temos que dizer ao Pai. Esta oração que procede do Espírito sempre é atendida, porque ela sempre está em conformidade com os desejos de Deus. Rezar, portanto, é o mesmo que deixar-se guiar pelo Espírito que nos aproxima sempre mais de Deus e nos abre o coração aos irmãos.
Evangelho: Mateus 13: No tempo de Jesus o povo tinha certeza que, com a vinda do Messias, teria começado um Reino no qual somente teria existido o bem. E o mal? O que teria acontecido aos maus? Muito simples: teriam sido queimado por um fogo vindo do céu. Jesus não concordava com estes ensinamentos. Não só não queria destruir os pecadores, mas os recebia na sua própria casa, convidava-os para a refeição, encontrava-se com os ladrões, com os hereges, com as prostitutas. Os cristãos das comunidades perguntavam com insistência: Que espécie de Reino instaurou Jesus, se não conseguiu fazer desaparecer de imediato e para sempre toda espécie de mal? A esta angustiante interrogação o evangelista responde com a parábola do trigo e da cizânia. O bem e o mal, diz o Senhor, não podem ser separados, devem crescer juntos, e assim será até o fim. Em cada ser humano há um pouco de bem e um pouco de mal, Até no mais perverso dos homens, de fato, junto com a cizânia, também existe uma boa parte de trigo bom.
Monsenhor José Geraldo Segantin
Pároco da Igreja de Santo Antônio e vigário geral da Diocese -segantin@comerciodafranca.com.br
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