GILSON DE SOUZA ANNCIA CONSTRUÇÃO DE HOSPITAL MUNICIPAL, PROMESSA ELEITORAL
Uma coisa não se pode negar: o prefeito Gilson de Souza (DEM) é persistente. Teimoso, até. Há pouco mais de seis meses no cargo, acumula críticas por causa de sua administração que segue ainda lenta. O seu mandato é lembrado pela quase dezena de assessores diretos que foram demitidos - ou se demitiram - desde a posse. Além da recuperação das vagas de estacionamento no centro, uma promessa de campanha (aliás, sua primeira providência ao ser investido do cargo), conseguiu “segurar” o reajuste das tarifas de ônibus até agora e propôs mais alguns projetos (como a regularização de cargos públicos), além da retomada do atendimento público de saúde que vinha sendo prejudicado nos últimos anos, especialmente no PS. Viabilizou ainda uma parceria com a Santa Casa para agilizar consultas e depois de anunciar uma verba de R$ 1,4 milhões para melhorar o trânsito francano, o prefeito disse em entrevista ao programa Difusora Notícias, da rádio Difusora, que pretende começar a construir o primeiro hospital municipal de Franca no final do ano que vem.
Uma de suas principais promessas na campanha eleitoral que lhe deu a vitória, Gilson transformou a construção do novo hospital como ponto de honra de sua administração. Ele acredita firmemente, em meio à crise que praticamente paralisou o Brasil, na possibilidade de conseguir junto aos governos federal e estadual grande parte do investimento que seria feito na construção (pouco mais de R$ 130 milhões, conforme estimativa apresentada durante a campanha eleitoral). Segundo ele, a construção (que deverá durar de dois a três anos) teria início utilizando recursos do Município. Que Franca precisa de um reforço no atendimento público de saúde ninguém nega. Por isso, um novo hospital permitiria desafogar a Santa Casa, a única unidade que interna e opera pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e que já está sobrecarregada.
O que se deve discutir, porém, é qual esforço a municipalidade terá que fazer para se lançar a esta tarefa. Não é nenhum segredo que os cofres da Prefeitura não comportam o investimento. E, muito menos, o orçamento — mesmo que o projeto para a construção faça parte do Plano Plurianual do Município. Gilson trabalha com um caixa enxuto (a previsão de arrecadação é de R$ 763,2 milhões), onde não pode comprometer mais gastos com a contratação de pessoal para não ser enquadrado na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Do valor estimado, cerca de dois terços (quase R$ 450 milhões) já estão comprometidos com eduação e saúde. Como se pode ver, o sonho do hospital municipal exigirá do prefeito muita habilidade para conseguir recursos estaduais e federais. No momento, para se tornar realidade, a construção do tão falado hospital “tipo clínicas” dá mostras de que exigirá muito suor e um preço alto à administração. Que não fique na promessa. É o que a população espera - e vai exigir.
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