Mensagens


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A revista Veja (22/3/2017), na seção Cinema, pág. 104, recomenda um filme rodado em Paris, cuja trama se desenrola na busca pela certeza de que uma mensagem é realmente do espírito de um irmão da protagonista, ou produto de falsários. 
 
Do ponto de vista da Doutrina Espírita — que não é proprietária da mediunidade e nem a inventou —, deve-se ter o maior cuidado quando se trata de mensagens dos desencarnados. Não é o fato de estarem temporariamente vivendo no mundo espiritual que os torna aptos a, prontamente, sintonizarem-se com algum médium, assim como podem não gozar de muitas outras possibilidades. Continuam eles mesmos, com as mesmas limitações de quando viviam na carne, salvo se se trata de casos em que, na vida espiritual, retomam condições que lhe são normais, afetadas na sua última encarnação como consequência de anterior conduta transgressora das leis divinas. Geralmente, porém, a morte do corpo não muda de repente os indivíduos. 
 
Como no caso do filme, é verdade que há que se ter cuidado, porquanto a mensagem espiritual pode, sim, não ser de autoria de quem diz ser, fazendo-se, por sua vez, ótimo tema para um cinema sério. 
 
Consideremos, por oportuno, que se nosso ente querido não teve tempo para alcançar maiores possibilidades como espírito, podemos nos tornar vítimas de embusteiros invisíveis, que se comprazem em nos ludibriar, muitas vezes, dizendo ser o ente querido quem esperamos manifestar. Enquanto isso, consolemo-nos com a possibilidade de, enquanto nosso corpo dorme, entrarmos em contato com os espíritos de quem amamos. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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