É mais um peso no nosso bolso


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GOVERNO VOLTA A ASSALTAR BOLSO DO CONTRIBUINTE PARA COBRIR ROMBOS
 
O brasileiro já se cansou da desfaçatez dos sucessivos governos, independentemente de sua matiz política, que sempre jogam no colo do contribuinte a conta do descontrole em suas contas. Embora tenha distribuído mais de R$ 2 bilhões em emendas parlamentares, para pacificar sua base e angariar apoios contra o pedido de investigação do presidente Michel Temer (PMDB), acusado de corrupção, com robustas provas, o Planalto repete Dilma Rousseff e mais uma vez aumenta as alíquotas de tributos incidentes no preço dos combustíveis, que ontem mesmo já custavam mais. Além disso, outro aumento deve incidir sobre os produtos, pois a Petrobras determinou para hoje, independente da medida do governo, a elevação do preço da gasolina nas refinarias em 1,4% e do diesel em 0,2%, mantendo a política anunciada no final de junho. Com isso, o preço dos combustíveis deve subir de novo já neste final de semana, com a chegada de novos estoques, pois os novos valores para gasolina e álcool foram implementados ontem, provocando uma corrida aos postos.
 
O problema é que estes dois aumentos (sim, dois!) vão atingir até quem não tenha carro. O reajuste não deve afetar só o preço da gasolina, do diesel e do etanol, mas ter um efeito cascata sobre toda a economia, incluindo transporte público, como ônibus, e alimentos no supermercado, de acordo com avaliações de economistas. Até a inflação, que vinha registrando viés de baixa, pode voltar a subir. E o cidadão sentirá no bolso, porque vai aumentar praticamente tudo, incluindo produtos alimentícios. Em Franca, dificilmente o prefeito Gilson de Souza (DEM) vai conseguir segurar o preço da tarifa do transporte urbano, já que há cerca de um mês a empresa São José havia protocolado um reajuste dos valores. O prefeito conseguiu protelar. Agora, analisam especialistas, vai ficar difícil a manutenção do valor atual.
 
O preço dos alimentos também deve ser elevado, pois eles são transportados, em sua grande maioria, por caminhões. Os produtos perecíveis (como verduras, legumes, frutas e carnes frescas) podem aumentar entre 5% e 10% em um curto período de tempo. E não adianta o presidente Michel Temer dizer que “é natural” a reclamação de empresários e que o brasileiro “vai entender” suas razões. Primeiro: o setor produtivo, escorchado por juros altos, crédito difícil e desemprego de 14 milhões tem razão de reclamar, já que não há qualquer perspectiva de recuperação da economia. Segundo: o brasileiro não vai entender mais esta desfaçatez, quando vê que o Planalto e o Congresso continuam gastando à larga, além do que se arrecada, com a manutenção de benefícios imorais, sem se preocupar com a situação do País e daqueles que os elegeram. Assim, fica difícil a recuperação da economia brasileira.
 

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