A criação das duas novas secretarias municipais previstas no projeto de lei que vai à segunda votação hoje não aumentará o número de cargos comissionados existentes na estrutura administrativa da Prefeitura. Pelo projeto, elas serão formadas por cargos que hoje já existem em outras secretarias.
A nova Secretaria de Assuntos Estratégicos é um exemplo. Será formada por partes de divisões que hoje estão ligadas ao gabinete e às Secretarias de Recursos Humanos e de Finanças. Serão remanejados, ao todo, 25 cargos comissionados que já existem. Entre eles, estão os seis cargos da Copel (Comissão Permanente de Licitações), hoje ligados à Secretaria de Finanças. Pela nova lei, passarão a compor a Secretaria de Assuntos Estratégicos. O mesmo acontecerá com a Divisão de Tecnologia da Informação, composta por quatro servidores, hoje ligada à Secretaria de Recursos Humanos, e que também será deslocada para Assuntos Estratégicos.
Também serão transferidos para a nova Secretaria a assessoria parlamentar (que será rebaixada ao nível de coordenadoria e se chamará Coordenadoria de Assuntos Parlamentares), a comunicação social (que perderá quatro dos seus cinco cargos) e o controle interno - todos ligados ao gabinete do prefeito.
A nova Secretaria de Esporte, Artes, Cultura e Lazer terá nove cargos comissionados, que serão remanejados da Feac (Fundação de Esporte, Artes e Cultura) e da Secretaria de Educação. Serão transferidos os cargos de gerente de administração da Casa da Cultura, chefe de setor de administração do Museu da Imagem e do Som e chefe de setor do CEU (Centro de Esportes Unificados), todos hoje na Secretaria de Educação, e ainda os cargos de chefe da Pinacoteca, gerente do Teatro Municipal e chefe de administração de museus e feiras - estes ligados à Feac.
O chefe de gabinete, Thiago Comparini, disse que as mudanças foram feitas para agilizar os procedimentos internos da Prefeitura e melhorar o tempo de resposta para a população. “Não há criação de cargos. De nenhum. Os mesmos 338 já existentes serão mantidos. Também não iremos elevar o número de cargos efetivamente ocupados, que hoje representam 301. Esse é um compromisso do nosso governo”, disse.
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