Uma desempregada de 22 anos viveu momentos de terror após ser agredida, ameaçada e golpeada com um facão no meio de uma rua da Vila Santa Terezinha, na noite de quarta-feira. O agressor é seu ex-marido, de 24 anos. Ele ainda tentou golpear um funcionário público que ajudou a vítima e já está atrás das grades.
A confusão teve início por volta de 19 horas. A jovem foi até a casa onde morava com o homem para buscar suas roupas. “Fui até lá para acertarmos os detalhes da separação. Quando me levantei para ir embora, ele foi até o quarto e pegou um facão. Depois, começou a me ameaçar e me acertou na cabeça”, disse a vítima à rádio Difusora.
Com medo, a desempregada saiu da casa e correu pela rua, na tentativa de escapar do ex. Porém, ele pegou uma bicicleta e saiu atrás dela, golpeando-a outras vezes com o facão. “Eu fiquei desesperada. Estava sendo seguida e só pensava que ia morrer. Não sabia o que fazer. Por sorte, um moço que estava passando viu a cena e, pensando que o meu ex estava atrás de mim para me roubar, foi ao meu encontro para ajudar.”
O funcionário público, de 26 anos, tentou intervir e o pedreiro foi para cima dele e de seu veículo com o facão. Ele ainda conseguiu atingir o homem na mão e no braço esquerdo, além de danificar o carro com o objeto e a bicicleta. Depois, fugiu rumo a uma mata.
A Polícia Militar foi acionada e socorreu a vítima até o PS Municipal. Ela foi medicada e liberada. Enquanto isso, os policiais localizaram o acusado na avenida Abrãao Brickmann, no Leporace. Na delegacia, o pedreiro foi autuado por violência doméstica, tentativa de homicídio e ameaça e recolhido ao CDP. “Eu espero que ele fique um bom tempo preso. Não tem volta nem perdão”, disse a jovem.
Zona Sul
Já em um condomínio da avenida Santa Cruz, na Vila Santa Cruz, uma professora, 34, foi ameaçada de morte pelo namorado, um autônomo, 45.
Segundo a vítima, o homem a trancou no apartamento, agrediu com socos e chutes e disse que a mataria.
A PM precisou arrombar a porta para entrar e conduziu as partes até a delegacia. Um boletim de ameaça foi registrado e o caso foi encaminhado a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).
A cada 10 dias, uma mulher é espancada
Servente espanca e tenta atear fogo na mulher no Jardim Francano; idosa de 67 anos é agredida pelo marido, de 72, no bairro São Joaquim; grávida é ameaçada e apanha do marido na Vila Imperador. Esses são apenas três dos 250 casos de violência doméstica registrados em Franca de janeiro a junho deste ano.
Os dados são da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), com base em boletins de ocorrência de lesão corporal e violência doméstica, e significam que, a cada 10 dias, uma mulher é espancada na cidade. Isso sem contar os casos em que as vítimas não fazem denúncias à polícia.
“Muitas dessas mulheres sentem medo e não denunciam, o que pode terminar em tragédia”, disse a delegada Graciela Ambrósio.
Além da possibilidade de ir até a DDM, há o 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia e ajuda as vítimas, oferecendo amparo e orientações do que fazer.
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