A Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), que é responsável por fiscalizar e gerenciar o sistema de transporte público de Franca, fará uma auditoria de todos os dados apresentados pela Empresa São José. Essa é a primeira de uma série de medidas que serão adotadas para melhorar a fiscalização do cumprimento do contrato de transporte público da cidade.
Segundo o presidente da Emdef, Marcos Haber, a ideia de contratar uma empresa independente nasceu depois das constatações feitas pela Cear (Comissão Especial de Assuntos Relevantes), que analisou o sistema de transporte e comprovou que não há qualquer fiscalização efetiva sobre o serviço prestado pela Empresa São José. “Corrigir essas falhas é uma preocupação nossa. Essa auditoria servirá para descobrirmos se os números que vêm sendo informados pela concessionária estão corretos e retratam a realidade. É a primeira vez que uma auditoria independente será realizada no sistema de bilhetagem, desde que foi implantado em 1998”, disse.
Atualmente, todos os dados em que se baseia, por exemplo, o cálculo da tarifa, como o número de passageiros e quilometragem, são fornecidos pela própria São José, sem nenhuma conferência. “Isso não é o ideal”, disse Haber.
A empresa contratada é a Stella Serviços de Tecnologia, que atua em todo o Estado de São Paulo e tem sede em Jundiaí (SP). Pelo contrato, a empresa terá 45 dias para entregar um relatório completo à Emdef, com tudo o que foi apurado e analisado.
Entre os equipamentos que deverão passar por perícia, estão os que pertencem ao sistema de bilhetagem eletrônica nos mais de 100 ônibus, os arquivos do sistema que ficam armazenados tanto na São José quanto no Terminal Central “Ayrton Senna” e seus processamentos e todos os validadores.
A intenção, segundo Haber, é que a auditoria se torne periódica. “Queremos repetir esse tipo de fiscalização a cada seis meses pelo menos”, disse Haber. Pela auditoria, a empresa receberá R$ 14,7 mil.
O presidente da Emdef disse que também vem estudando a reestruturação do setor de transporte, hoje composto apenas por seis funcionários, com atribuições muito mais voltadas à prestação de informações à população do que à fiscalização do contrato e do serviço de ônibus. “Essa é uma adequação que precisa ser feita e estamos analisando como podemos melhorar esse setor e o que precisaremos fazer. Ainda deve levar algum tempo até que tenhamos a proposta fechada”, disse.
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