Presente no guarda-roupa de todas as mulheres, a lingerie tem se destacado no mercado de confecção em Franca e, em apenas um ano, apresentou crescimento de 59,21% nas exportações. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, enquanto entre janeiro e junho de 2016 a cidade exportou US$ 143,5 mil dólares em peças íntimas para diversas partes do mundo, esse número saltou para US$ 228,5 mil nos primeiros seis meses deste ano. As exportações, porém, ainda são tímidas diante da representatividade do setor na cidade. Atualmente, o mercado de roupa íntima, fitness e moda praia emprega 1.130 pessoas e é formado por 288 empresas.
“O setor de confecções de roupas íntimas, moda praia e fitness é bem representativo na nossa cidade, e o nosso objetivo é crescer cada dia mais. São centenas de empregos gerados diretamente, além de indiretamente, e o seu potencial é enorme, por isso, a necessidade de fomentar o seu desenvolvimento”, disse a secretária de Desenvolvimento, Flávia Lancha. “As exportações ainda são tímidas perto de tudo o que o setor pode fazer, mas temos expectativa de crescimento e podemos comemorar a evolução de um ano para outro”, completou.
Há dez anos no mercado, a Art Sex começou em um cômodo na casa da empresária Marilza Ribeiro, de 44 anos. Com os filhos pequenos e precisando de uma renda extra, ela começou a produzir as peças sozinha e hoje, com espaço próprio e cinco funcionários, fabrica, em média, 1,5 mil peças por mês. “Comecei de forma tímida, em casa mesmo, pois precisava de uma renda complementar para ajudar nas despesas e, ao mesmo tempo, cuidar dos filhos. Nos últimos anos, vi o negócio ampliar e fazemos desde o desenho da peça até o seu acabamento”, disse.
“Estamos com quatro linhas de confecções e produzimos, em média, 20 mil peças por mês. Até o ano passado estávamos exportando, mas neste ano focamos mais no mercado interno. Comecei sozinha e hoje conto com 40 funcionários e fornecemos um produto mais artesanal. Apesar da crise, que não está alheia a nenhum setor, vemos o mercado reagir”, disse Sueli Silva, proprietária da Frelith, marca francana que está há 28 anos no mercado.
Para auxiliar os micro e pequenos empresários, a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), que conta com 183 associados do ramo, mantém um núcleo específico do setor dentro do programa Empreender. Atualmente, o Incofran, núcleo de confecções do programa, conta com a participação de 12 empresas.
Expoíntima sai de cena para novas ações
Com o objetivo de alcançar um público ainda maior e resultados mais significativos, segundo a secretária de Desenvolvimento, Flávia Lancha, a Expoíntima foi desmembrada em outros três eventos: Franca Mais Moda, Rota da Moda e Espaço Feira.
“Assim que assumimos a secretaria, notamos que os resultados da Expoíntima não eram compatíveis com o investimento e buscamos alternativas para melhorar isso. Assim, decidimos criar um novo formato, desmembrando o evento em três ações. A primeira delas acontece agora em agosto, com um grande desfile para 400 convidados, mostrando os produtos, lançamentos e a qualidade das nossas coleções para o público. O Franca Mais Moda foi idealizado para dar mais visibilidade para as marcas e potencializar novas compras”, disse.
Ainda segundo a secretária, em janeiro de 2018, deve acontecer a Rota da Moda, evento que promete atrair compradores de todo o País em uma verdadeira rota, como o próprio nome já diz, nas fábricas e lojas da cidade. Para junho de 2018, é prevista a participação das fábricas em uma grande feira.
Até o momento, está confirmada a participação no evento de 13 marcas, sendo cinco integrantes do programa Empreender da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) e outras oito já consolidadas no mercado de moda íntima, praia e fitness na cidade.
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