O ex-prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) pretende se candidatar a deputado estadual no ano que vem. Também sonha em voltar a ser prefeito. Antes, ele precisa descascar um abacaxi: convencer a Câmara a aprovar as contas de seu governo. Laercinho, seu eterno líder, já foi escalado para fazer a articulação junto aos vereadores pela aprovação. Ele precisa de dez votos para derrubar eventual parecer do TCE (Tribunal de Contas do Estado) pela rejeição e não ficar com a ficha suja. A contratação dos nove médicos falsos vai pesar. A Lei da Ficha Limpa diz que as pessoas que tiverem as contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável ficam inelegíveis por oito anos a partir da decisão.
Não fui ao jantar: Imagino que o amigo leitor esteja esperando que eu comente algo sobre um famoso jantar de políticos que rolou segunda-feira. Lamento frustrar as expectativas, mas, como não fui convidado pelo anfitrião, tenho poucas informações. Na verdade, não foi uma “janta”, mas um happy hour com salgadinhos e refri, pois a maioria dos convidados é do segmento evangélico e não toma bebida alcoólica. Como estava frio, o encontro teve pouco mais de uma hora. Tempo suficiente para o pessoal entender que o projeto regularizava cargos existentes.
Mordida: O presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS) sugeriu ao governo que coloque o servidor Alexandre Ferreira para auxiliar no serviço de castração de animais. “Como ele é veterinário e tem experiência, vai colaborar para a melhoria do serviço.”
Seis por meia dúzia: O prefeito Gilson de Souza (DEM) trocou o seu assessor de comunicação. Saiu Carlos Gatti, que foi para o setor de Educação, e assumiu Saulo de Tarso Almeida. Nice to meet you.
Largo: O vereador Kaká (PSDB) nunca teve sorte em jogos. Há poucos dias, ele comprou um rifa do colega Pastor Otávio (PTB) e, para driblar o azar, colocou em nome do seu assessor Marcelo. Com a estratégia, ganhou uma moto.
Safári: A secretária municipal de Desenvolvimento, Flávia Lancha, vai tirar uns dias de descanso e embarcará amanhã para a África. A viagem foi programada há três anos.
Tango: Os amiguinhos vão dizer que fui demitido ou que perdi a coluna. Não é nada disso. Como diria Pastor Otávio, vou tirar férias de novo. E, como não dependo de autorização legislativa, vou para a Argentina. Volto em agosto.
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br
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