Muitas são as causas e todas mal compreendidas, principalmente quando a população no município não atina para o fato de que qualquer iniciativa de seu interesse deve ser liderada pela principal autoridade local, ou seja, o prefeito municipal. Assim, as reclamações por falta de segurança pública devem ser entregues no gabinete do prefeito. Mais do que isso, deve a administração municipal dispor de um “serviço de busca e avaliação” dos serviços de segurança pública prestados por todos os órgãos do sistema-guarda municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Judiciário (MP e magistrados) e administração penitenciária, os quais devem prestar contas dos seus desempenhos, afinal estão no município para prestar serviços à comunidade local, cujos salários são pagos por seus habitantes. O prefeito, representante e principal cidadão, com poder e autoridade para exigir qualidade na prestação de serviços de segurança pública para a sua população. Mas, enquanto o prefeito não se desvencilhar do constrangimento e do temor reverencial pelas demais autoridades do sistema de segurança pública, assumindo suas responsabilidades previstas em legislação federal, estadual e, principalmente, na Lei Orgânica do Município, continuaremos desamparados e ludibriados com “medidas paliativas”. Com exceção da guarda municipal, demais servidores do sistema de segurança pública, são funcionários estaduais e/ou federais, sem nenhum vínculo empregatício com o município e, na maioria, sem vínculos familiares, até mesmo residindo em outras cidades, estão cá ou acolá, por sobrevivência. Pior, a administração central desses serviços estão nas capitais, distante da dinâmica social da coletividade, tratando empiricamente as aspirações, desejos e necessidades de segurança local, não vivenciando o sentimento de insegurança pública própria de cada rincão. A propósito, nos últimos anos temos visto, ao vivo e a cores, altas autoridades dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em flagrantes atitudes de prepotência, hipocrisia e desprezo pelas vulne
rabilidades psicossociais do cidadão comum. Tudo acontece no município, a “célula-mater” do sistema federativo. Leia a respeito em http://gcn .net.br/noticias/353447/opiniao/2017/06/uma-geracao-toda-amecada
Célio Bordon
Franca - SP
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