Três meses depois, a espera da família Silveira por um funeral chegou ao fim. Um exame de DNA comprovou que o corpo encontrado no porta-malas de um Fiat Uno queimado, em abril, é do autônomo Luiz Antônio da Silveira, de 52 anos. O responsável por sua morte, porém, ainda é desconhecido da polícia.
A informação de que os restos mortais carbonizados pertencem a Luiz foi confirmada por sua irmã, Sônia Aparecida da Silveira. “Todo esse tempo sem respostas foi muito difícil. Graças à competência e insistência da Polícia Civil, agilizaram o exame e tivemos a confirmação de que era meu irmão, algo que já esperávamos. Dói, mas ao menos conseguimos fazer a homenagem que ele merece, com um funeral e momento de despedida”, disse.
Para realizar o exame de DNA, os peritos contaram com a carga dentária da vítima, sangue da irmã e uma parte do corpo, que estava completamente queimada. O procedimento foi feito em São Paulo e, na semana passada, chegou o resultado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que apura o caso. Porém, só ontem a família conseguiu que o corpo fosse liberado do IML (Instituto Médico Legal).
Luiz Antônio da Silveira será sepultado nesta terça-feira, às 9 horas, no Cemitério Municipal de São Tomás de Aquino (MG). Agora, a família travará uma nova batalha: descobrir quem matou o autônomo. “Não temos nenhuma ideia de quem cometeu essa atrocidade. Precisamos saber quem fez isso para, assim, conseguirmos justiça”, afirmou a irmã.
O caso
No dia 11 de abril, o corpo carbonizado de Luiz Antônio foi localizado na rodovia Nelson Nogueira, que liga Franca a Ribeirão Corrente, no porta-malas de seu próprio Uno, completamente incendiado.
Luiz foi visto pela última vez no dia 6 de abril em uma concessionária, onde, segundo a irmã, consertou o vidro do carro. “Começamos a nos preocupar porque meu irmão não foi buscar seu filho, como sempre fazia. Procuramos a polícia, que registrou seu desaparecimento e, depois, nós mesmos fretamos um avião para sobrevoar a região e procurá-lo. Assim, encontramos seu carro e também seu corpo. Mas, até hoje, não sabemos quem causou tudo isso.”
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