Ejá vêm frias. Por isso é preciso elogiar aquilo que de bom se faz, antes que as coisas saudáveis se percam na maré de lama que parece tomar conta do noticiário. Há muita coisa boa acontecendo na educação paulista. Uma rede complexa e gigantesca, numa era de policrise, pode parecer também contaminada pelo desalento geral. Não é isso o que ocorre. Tenho tido experiências muito gratificantes, que injetam ânimo a todas as pessoas que levam a educação a sério.
Estive na região de Itapeva no final da semana passada. Vi apresentação do Projeto Guri, sob o comando do educador Emerson, assisti a um coral de libras, a uma apresentação poética em ritmo teatral que evidencia talento, seja de parte da devotada professora, seja de parte dos alunos. O tema era saudades e Casimiro de Abreu foi objeto de atenção de jovens que ainda se emocionam com o “Ai que saudades que tenho, da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais”.
Em plenas férias, alunos e partícipes da Escola da Família estavam felizes na recepção aos visitantes da Escola Estadual Padre Arlindo Vieira, assim como se fizeram presentes à Escola Estadual João Batista do Amaral Vasconcelos, ambas em Capão Bonito. Fizeram bonito alunos da EE “Jeminiano David Muzel”, da Boa Vista Intervales, do Bairro Ferreira dos Matos e de tantos outros estabelecimentos onde a educação obtém reconhecido êxito. Quando existem profissionais responsáveis, não há como deixar de privilegiar o tema de maior relevância para o futuro da humanidade: a educação. O trabalho conjunto das municipalidades e dos profissionais de ensino da Secretaria da Educação é fonte de excelentes frutos, como pude testemunhar após encontro com prefeitos e zelosos e devotados dirigentes. Foi uma renovação na esperança de dias melhores.
Fanfarras ainda entusiasmam o alunado, conforme vi em Lençóis Paulista, ao inaugurar uma Creche-Escola. Esperamos multiplicar as fanfarras, os teatros, a produção de filmes por youtubers da rede de ensino paulista, as exposições e tudo aquilo que mostre a qualidade e a criatividade do alunado bandeirante. A todos os que continuam na trincheira, a despeito das dificuldades e das vicissitudes, as glórias presentes, não tardias. As glórias quentes, de quem possui um coração ardente de amor pelo Brasil.
José Renato Nalini
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
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