Falta estadista


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As recentes visitas do presidente Michel Temer à Rússia e à Noruega revelaram o seu desprestígio no cenário internacional, fruto, evidentemente, das recentes denúncias do seu envolvimento com atos de corrupção, feitas pelos irmãos Batista da JBS e corroboradas por áudio nada republicano.
 
Temer foi recebido com frieza nos países visitados. Nas suas entrevistas coletivas houve total desinteresse dos jornalistas estrangeiros, e, o pior, as visitas foram recheadas de gafes, sendo que a maior delas foi confundir o rei da Noruega com o da Suécia. Talvez, como represália pela inexplicável confusão, foi informado da drástica redução da ajuda financeira, até então concedida pela Noruega ao “Fundo da Amazônia”, um projeto de proteção ambiental.
 
O cenário de absoluto desprezo da comunidade internacional para com o nosso Presidente, voltou a se repetir no recente encontro do G-20, ocorrido na Alemanha. Novamente ele sequer fez um “brilhareco” e voltou a cometer gafes imperdoáveis. Para Aristóteles, “o que o Estadista mais anseia por produzir é um certo caráter moral nos seus concidadãos. É uma disposição para a virtude e para a prática de ações virtuosas”.
 
Vamos combinar que o nosso presidente não tem sido um exemplo de “práticas de ações virtuosas”. Não o foi no episódio do impeachment da Presidente Dilma e muito menos agora, mantendo encontro secreto, na calada da noite, com empresário useiro e vezeiro na “arte” de corromper.
 
Por todo esse conjunto, podemos afirmar que, infelizmente, o nosso país não tem um estadista como primeiro mandatário da Nação. Sim, pois as suas ações são voltadas para os seus interesses pessoais e não para o bem estar do povo que lidera.
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca
 

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