Homem que tentou matar a ex no Tonin vai a júri popular


| Tempo de leitura: 2 min
O motorista Donizete Luís de Pádua irá a júri popular por tentar matar a ex-namorada
O motorista Donizete Luís de Pádua irá a júri popular por tentar matar a ex-namorada
O motorista Donizete Luís de Pádua, de 48 anos, será levado a júri popular por tentar matar a ex-namorada, Juliana Proença Ferreira, 37, no estacionamento do hipermercado Tonin, no fim do mês de abril. Ele foi denunciado pelo promotor do caso, Odilon Nery Comodaro, e a denúncia foi recebida pelo juiz José Rodrigues Arimatéa. Sua defesa tem dez dias para responder a acusação feita.
 
Na denúncia, Odilon destaca a forma como Donizete agiu. Para o promotor, o motorista agiu “de maneira dissimulada, com emprego de meio cruel”. “A vítima nem mesmo pôde esboçar reação de defesa, uma vez que foi inesperadamente atingida por disparo efetuado pelo denunciado em um local de grande movimentação”, escreveu Odilon, que prosseguiu. “Com isso, o denunciado assumiu deliberadamente o risco de atingir outras pessoas, como a vítima Angélica Garcia, tendo agido mediante dolo eventual (quando o indiciado prevê o resultado de um crime, não quer o ocorrido, mas assume o risco de matar)”.
 
Além desses argumentos, o promotor também enfatizou a forma premeditada como o motorista cometeu o crime e a frieza no momento de marcar o encontro no estacionamento do hipermercado. “O denunciado agiu como se Juliana lhe pertencesse, determinando os rumos de sua existência”, afirmou Odilon.
 
Ao aceitar a denúncia, Arimatéa não só concordou, como também decretou a prisão preventiva de Donizete. “Se solto, ele poderá influenciar na colheita de provas, coagindo a vítima e testemunhas. E não só isso. Pode evadir-se do distrito de culpa, como já fez”. 
 
O caso
No dia 25 de abril, o motorista marcou um encontro com a ex-namorada, com quem manteve um relacionamento por 20 anos, no estacionamento do hipermercado e, ali, resolveu matá-la. Apesar de ser atingida com seis tiros e ainda ser atropelada, Juliana conseguiu escapar. A empresária Angélica Custódio Garcia, que estava no local com a família, também foi atingida por um disparo.
 
Depois de atirar, Donizete ainda usou seu carro, um GM Kadett, para passar por cima da vítima, que só não foi novamente atropelada porque o marido de Angélica a puxou. O motorista fugiu e, dias depois, se entregou à polícia, acabando preso. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários